
-Veja aqui os dados da Fenabrave
“Nos baseamos na melhora de alguns indicadores, como a confiança do consumidor e do empresário, que cresceram com as últimas definições políticas”, avalia. O novo cenário também leva em conta a performance do mercado em julho, quando a média diária de vendas subiu cerca de 10% e os emplacamentos cresceram 5,6% na comparação com junho, para 181,4 mil veículos. O resultado amenizou a queda das vendas acumulada no ano, mas ainda está longe de reverter a contração, que chega a 24,7% nos licenciamentos nos primeiros sete meses de 2016.
A nova expectativa é mais otimista que anterior, anunciada em maio, quando a Fenabrave esperava retração de 20% até o fim do ano. A melhora do panorama se baseia na expectativa de vendas de veículos leves, que tendem a encolher 18%, para 2,03 milhões de unidades. A expectativa anterior era de queda da ordem de 20%. Assumpção aponta que, com o aumento da confiança, o mercado tende a reagir. Esta expectativa não se repete para os veículos pesados.
A Fenabrave projeta a venda de 52,2 mil caminhões, com queda de 27,2%, e de 16,4 mil ônibus, volume 19% inferior ao de 2015. Com isso, o segmento de pesados pode encolher 25,4% no ano, com tombo mais profundo do que o projetado até então, de 22,5%. “Ainda tem pouca carga para ser transportada. Precisamos dar mais alguns passos na economia para estas vendas melhorarem”, diz o executivo, que alerta para a relação estreita entre o crescimento – ou queda – do PIB e as vendas de caminhões.
Tereza Maria Dias, da MB Associados, consultoria econômica da Fenabrave, aponta que a queda parou de se aprofundar, mas a economia ainda está longe do que seria um bom patamar. “O importante é que interrompemos a contração e devemos começar recuperação lenta e gradual, que vai ficar mais consistente em 2017.”

Assista à entrevista exclusiva com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.:
