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Foto: o Romi-Isetta do filme Absolutamente Certo, com Anselmo Duarte.
Redação AB
A Fundação Romi organiza o terceiro Encontro Nacional de Romi-Isettas em 3 de setembro, a partir das 9 horas, em Santa Bárbara d’Oeste, SP, para homenagear os colecionadores do veículo pioneiro na indústria automobilística brasileira. A expectativa é reunir 55 carros, vindos de diversas partes do País, para comemorar os 55 anos do lançamento, em 5 de setembro de 1956. Haverá uma carreata pelas ruas centrais da cidade, até a Estação Cultural, onde será promovida uma exposição.
Na Estação serão entregues troféus aos colecionadores, com a presença confirmada de ex-funcionários das Indústrias Romi que participaram da produção do automóvel, como Mário Pacheco Fernandes, de 80 anos, que trabalhou no lançamento e na área de marketing.
História
O Romi-Isetta foi o primeiro carro fabricado em série no Brasil, produzido de 1956 a 1961 pelas Indústrias Romi S.A., fundada em 1930 por Américo Emílio Romi e Carlos Chiti. A Romi buscou na Itália o projeto do Iso Isetta, desenvolvido pelo engenheiro aeronáutico Ermenegildo Preti e seu colaborador Pierluigi Raggi para a empresa italiana Iso, de Milão.
O lançamento ocorreu com uma caravana composta pelos primeiros 16 carros, que seguiram pelas principais ruas de São Paulo. Foram produzidas cerca de três mil unidades. Os fabricantes consideram que o veículo incorporou conceitos tecnológicos de aviação e aerodinâmica avançados. O projeto traz estilo marcante (assinado pelo designer italiano Giovanni Michelotti), com porta frontal única, motor transversal. O Romi-Isetta pode transportar 2 adultos e uma criançaa até 85 km/h, fazendo 25 km com um litro de gasolina.
Atores, cineastas e outros artistas e personalidades se reuniam em torno do Clube dos Proprietários de Romi-Isetta, para passeios. Alguns dos passeios mais notáveis incluíram caravana São Paulo–Rio, organizada pelo cineasta e fundador do Clube, Anselmo Duarte, para marcar o lançamento de seu filme “Absolutamente Certo”, que utiliza um Romi-Isetta como protagonista. Outro momento histórico foi a participação na Caravana de Integração Nacional, em 2 de junho de 1960, com o presidente JK entrando em Brasília em um Romi-Isetta.
O Romi-Isetta teve seu ciclo de vida encerrado em 1961. Hoje, com as questões ambientais, urbanísticas e energéticas, volta-se a falar do carro, cujos conceitos inovadores vêm sendo aplicados em veículos urbanos de nova geração.