“O custo para produzir no Brasil é caro, a legislação é complicada de aplicar, mas tem uma possibilidade de demanda enorme. O País ainda tem muito o que crescer e o consumidor de lá é um otimista: sempre acredita que tudo vai dar certo”, avalia. O executivo admite que a situação atual é desafiadora. “Este ano esta difícil, seja pela Copa do Mundo ou pelo clima político muito acirrado pelas eleições. Mas acredito que, em breve, passado tudo isso e com alguns pequenos ajustes, o País deve voltar ao crescimento”, projeta Cerutti, que também foi presidente da Magnetti Marelli na América Latina de 2008 a 2012.
Em suas funções na Fiat Chrysler Automobiles, Cerutti viaja o mundo, mas seu foco é o continente africano. “A Nigéria é uma potência, vai se tornar um Brasil. São 170 milhões de habitantes e uma enorme riqueza proporcionada pelo petróleo abundante e pela área de serviços. Há problemas com os radicais religiosos, mas tem tudo para alcançar um forte crescimento nos próximos anos.” Segundo o executivo, a Algéria também tem boas possibilidades de crescimento. “E não se pode esquecer da África do Sul, que já é um mercado interessante há muitos anos. A vantagem de vender para lá é que eles possuem uma série de acordos comerciais entre os diferentes países”. Na visão de Cerutti, o continente será o novo Eldorado automotivo.
Sobre o Salão de Paris, o executivo acredita que seja um evento de entressafra, com poucos carros realmente novos e apenas o acréscimo de versões ou mesmo a atualização do desenho de alguns modelos. “De produtos que são mesmo novidades podemos encontrar o Fiat 500X, a Maseratti 4 portas – um esportivo para a família, o Jeep Renegade, além da nova AMG GT e do novo VW Passat. Existem mais alguns lançamentos, mas acredito que estes são os marcantes”, analisa.