
A Fiat planeja ao longo do próximo ano e início de 2021 introduzir pelo menos mais três carros completamente novos no mercado brasileiro. O primeiro lançamento, marcado para o fim do primeiro trimestre de 2020, será uma nova picape pequena, que poderá substituir a Strada ou conviver com a que está a venda atualmente – isso porque o novo modelo será montado sobre uma nova plataforma e o que está em linha, produzido sobre a base do antigo Palio que já saiu de linha, segue tendo bom desempenho comercial, é a picape mais vendida do País e o sétimo veículo leve mais emplacado este ano. Também estão no horizonte dois SUVs, segmento que mais cresce no País, mas estes devem chegar só em 2021.“A nova picape chega em 2020; ainda estamos avaliando se será uma substituta da Strada ou com a nomenclatura ‘nova Strada’. O que posso dizer é que ela será completamente nova, estamos trabalhando na possibilidade de nova motorização e um novo conjunto de câmbio e motor”, revela Herlander Zola, diretor da marca Fiat.
O executivo confirma que os SUVs só chegam em 2021 e diz que ambos serão produzidos no Brasil, descartando a possibilidade de fazê-los na fábrica de Córdoba, na Argentina. Contudo, segundo ele, ainda não há uma definição em qual fábrica brasileira da FCA eles serão montados, se na de Betim (MG) ou na de Goiana (PE).
Além das três novidades, Zola confirma que a Fiat também avalia a possibilidade de novos produtos na sua linha de veículos comerciais leves/vans no Brasil, que hoje conta com Ducato e Fiorino. Na Europa, onde a empresa tem forte participação neste mercado, há variedades de modelos que ainda não estão disponíveis por aqui, como versões diferenciadas de Doblò e Ducato, por exemplo. “Estamos estudando ampliar a linha em subsegmentos que ainda não participamos aqui”, afirma o diretor.
Para ele, a expansão da linha de utilitários no Brasil se justifica pelo forte crescimento do e-commerce em áreas urbanas. “Podemos analisar que há dez anos, quando se falava de pedidos e entrega, a única coisa que recebíamos em casa era pizza; hoje, a realidade é outra e podemos pedir e receber praticamente tudo. Para isso, se configura a necessidade de ter frotas e tipos de veículos que atendam essas novas demandas”, argumenta.