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Fiat dá mais detalhes da picape Toro

A Fiat revelou mais detalhes de sua nova picape, a Toro, que já está em produção de testes na fábrica de Goiana (PE) e deve chegar ao mercado no início de 2016. Pela primeira vez o modelo foi mostrado oficialmente sem disfarces, ainda que em uma foto virtual, montada por meio de programa de design. A imagem passa impressão de robustez com certa esportividade. É exatamente o que a Fiat quer transmitir, incluindo o veículo em um novo segmento, batizado por ela mesma de SUP, de Sport Utility Pick-up, ou picape utilitária esporte.
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pedro

15 out 2015

3 minutos de leitura

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Ao que parece, a Fiat pretende com a Toro ser a segunda a entrar em novo segmento do mercado, das picapes médias-compactas, criado este mês no País com a recém-lançada Renault Duster Oroch (leia aqui), com a proposta de não ser tão grande quanto uma picape média (tipo Chevrolet S10 ou Ford Ranger), nem tão pequena quanto as derivadas de automóveis como a Fiat Strada ou Volkswagen Saveiro.

Tudo indica também que a Toro deve concorrer com algumas vantagens sobre a Oroch, a começar pelo tamanho: a Fiat informa que seu novo veículo terá 4,915 metros de comprimento, portanto será 22 centímetros mais longa dos que os 4,69 metros da picape da Renault. Apesar dessa diferença, não há nada parecido com ambos os produtos n o mercado brasileiro. Picapes médias têm mais de 5,3 m de comprimento e as pequenas não chegam a 4,5 m, além de serem também bem mais estreitas: a Oroch tem largura de 1,82 m (algo que se espera parecido da Toro), contra 1,74 m de uma Strada. Oroch e Toro, portanto, inauguram um segmento intermediário.

Conforme se vê na foto, assim como sua rival, a Toro tem cabine dupla com espaço para cinco pessoas, mas segundo adianta a Fiat, tem capacidade para levar até uma tonelada de carga, bem mais que os 650 kg da Oroch. São pesos que também colocam ambas as picapes em segmento intermediário, na comparação com as médias que levam até 1,3 tonelada e as pequenas em torno de 400 kg.

Espera-se ainda que a picape Fiat tenha motorização mais valente do que a rival da Renault, que usa motores flex 1.6 de 125 cv ou 2.0 de 148 cv. Com capacidade para levar uma tonelada, a Toro ganha licença legal para usar motorização diesel – proibida no Brasil para veículos leves, com exceção daqueles que têm essa capacidade mínima de carga ou tração 4×4. Dessa forma, a Toro deve ser equipada com o mesmo motor turbodiesel Multijet de 170 cavalos importado da Itália, já lançado aqui em versões do Jeep Renegade, produzido sobre a mesma plataforma a ser utilizada na Toro e na mesma fábrica de Goiana – tudo pertencente ao mesmo grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

A versão com motor diesel, contudo, deverá custar acima de R$ 100 mil. Por isso a Fiat deverá oferecer versões flex da Toro para competir em preço com a Oroch (de R$ 62.290 a R$ 70.790). A opção disponível no momento também é a mesma usada nas versões flex do Renegade, o motor 1.8 de 132 cv.