
O conceito do TwinAir já foi apresentado a Automotive Business dois anos atrás, em fase de evolução. O projeto é considerado um dos mais eficientes do mundo na área de propulsão veicular e um campeão nos esforços de reduzir as emissões de CO2, nos quais todas as marcas europeias estão empenhadas.
Alfredo Altavilla, principal executivo da FPT, assegurou à agência Automotive News que a Fiat está disposta a manter a liderança do ranking dos motores verdes e o TwinAir tem papel decisivo nessa pretensão.
A Fiat assegura que o Cinquecento equipado com o TwinAir e transmissão mecânica emite apenas 92 gramas por quilômetro e usa 4,1 litros de gasolina para percorrer 100 km, o equivalente a quase 25 km por litro de combustível. A versão automática não fica longe, com 95 g de CO2 por km e 4,2 litros para 100 km.
Com o motor de 85 hp o Cinquecento custará € 13.250 na Itália, ou € 400 euros menos que o mesmo carro com motor de 1.4 litro. Há uma versão de 65 hp para o propulsor aspirado e outra de 115 hp para o turbo, que serão aplicados também ao Fiat Panda e ao Lancia Ypsilon.
Não param aí as iniciativas da Fiat com o TwinAir, que será montado à razão de 450 mil unidades por ano na fábrica de Bielsko-Biala, na Polônia, depois de € 350 milhões investidos no seu desenvolvimento. O menor motor europeu disponível na Europa (seu concorrente aplicado no Smart ForTwo, diesel de 799 cc, gera 45 hp com 3 cilindros) poderá ser acoplado em futuro próximo a uma embreagem dual clutch e reduzir as emissões de CO2 ao nível de 80 g por km rodado.
Ainda é cedo para avaliar as possibilidades de aplicação do TwinAir no Brasil, mas certamente o diretor de engenharia da FPT Powertrain Technologies no Brasil, João Irineu Medeiros, já está atento ao desenvolvimento local de uma versão flex que seria campeã mundial na redução de emissões.
Fontes: Automotive Busines e Automotive News.