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Fiat estreita relação com instituições de ensino de Pernambuco

A nova fábrica que a Fiat está erguendo no município de Goiana, a 62 quilômetros da capital Recife (PE), adotará o sistema World Class Manufacturing (WCM), metodologia aplicada globalmente pelo grupo focada na eliminação de perdas e desperdícios e na melhoria contínua da qualidade, eficiência e segurança nas linhas de produção. Com esta premissa, uma delegação de oito diretores e professores de instituições de ensino técnico e de engenharia de Pernambuco realiza uma visita a três fábricas da Fiat, na Itália e na Sérvia, que se destacam pela tecnologia aplicada no processo produtivo e pela gestão, baseados no WCM.
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Redação AB

01 fev 2013

3 minutos de leitura

Alfredo Leggero, diretor de manufatura do Grupo Fiat Chrysler para a América Latina, acompanhou a visita e destacou que a iniciativa é importante para reforçar a relação entre empresa e escolas. As fábricas visitadas têm padrão tecnológico similar ao que será implantado na fábrica de Goiana.

“Esta foi uma grande oportunidade para que esta delegação conhecesse os modernos processos de manufatura e o que é preciso, em termos de capacitação e formação de pessoas, para fazê-los funcionar. Estamos falando, portanto, de algo maior do que a formação de mão de obra que será requerida pela Fiat. Trata-se de formar as pessoas que vão operar um grande grupo de indústrias que se instalará em Pernambuco a partir da chegada da Fiat”, afirmou. Ele acrescenta que em Pernambuco o parque de fornecedores, com 14 linhas de produtos, compartilhará os mesmos conceitos de produção.

A VISITA

Liderado pelo secretário do trabalho, qualificação e empreendedorismo do Estado de Pernambuco, Antônio Carlos Maranhão de Aguiar, o grupo tem por objetivo colher informações para contribuir no aprimoramento e formação de técnicos e engenheiros, profissionais que serão necessários para a consolidação do polo automotivo e processo de reindustrialização do Estado.

A primeira unidade visitada foi a de Pomigliano d’Arco, situada nos arredores de Nápoles desde 1960. A fábrica é responsável pela produção de um único modelo, o novo Panda, e nela a comitiva pode conhecer o processo de reestruturação que começou há quatro anos, que lhe rendeu o prêmio de melhor unidade industrial enxuta (lean) da Europa em 2012.

Na fábrica de Cassino, inaugurada em 1972 e totalmente atualizada, são montados três modelos de marcas distintas: Fiat Bravo, Alfa Romeo Giulietta e Lancia Delta. Caracterizada por sua flexibilidade, a planta é considerada um modelo de modernização: não houve interrupção da produção para a introdução de novos processos de manufatura, implantados por meio da capacitação de mão de obra.

Por fim, o grupo pernambucano foi à Sérvia, para visitar a fábrica de Kragujevac: inaugurada em abril do ano passado, é considerada a fábrica mais moderna da Fiat no mundo. Lá, onde se produz o recém-lançado 500L, o parque de fornecedores é integrado à fábrica, o que propicia vantagens logísticas.

Para Aguiar, o contato com o atual nível tecnológico de uma indústria moderna é essencial para que a academia possa refletir sobre as necessidades de formação técnica e de qualificação para atender as novas demandas industriais.

“A missão, neste sentido, não se esgota no objetivo de formar mão de obra para a Fiat, mas para todo o processo de reindustrialização pelo qual Pernambuco passa. Este é um processo que está começando e que pressupõe um intenso intercâmbio entre Fiat, Estado e instituições de ensino, para que possamos ser os operadores desta nova fase de desenvolvimento de nossa economia.”

Também integraram a delegação o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Pernambuco, Sérgio Gaudêncio Portela de Melo, o professor Leonardo Limongi, do departamento de engenharia elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a coordenadora de cursos de mecatrônica e de controle de automação da Universidade de Pernambuco, Kenia Carvalho Mendes.