
Em nota, o executivo cita que o ministro italiano do Desenvolvimento Econômico, Corrado Passera, teve acesso aos números sobre o desempenho da Fiat no Brasil.
“A atenção dada pelo governo brasileiro para os problemas enfrentados pela indústria automobilística, certamente, não escaparam de sua observação. Estou certo de que o ministro está ciente de que as montadoras que produzem no Brasil têm acesso a financiamentos subsidiados e incentivos fiscais. Temos plena consciência de que, sob os regulamentos atuais, condições de financiamentos semelhantes são inatingíveis na União Europeia”, diz em comunicado.
Ele acrescenta que a última vez que este tipo de transação de financiamento público envolvendo a Fiat na Itália aconteceu foi no começo da década de 1990, em Melfi, o que hoje não é aceito pelas regras da União Europeia. No caso da nova fábrica no Brasil, além do financiamento, a montadora receberá incentivos fiscais por um período mínimo de cinco anos.
Marchionne tem sofrido pressão para fornecer detalhes sobre a estratégia da montadora, à medida que a recessão econômica eleva preocupações sobre perdas de empregos na Fiat, que é a maior empregadora privada da Itália. A fraca economia do país tem causado temores de que a falta de investimento da montadora pode ser um sinal de mudança de seu foco para mercados crescentes, como Brasil e Estados Unidos, onde controla a Chrysler.
O executivo foi convocado para uma reunião no sábado, 22, pelo primeiro-ministro Mario Monti, para falar sobre os investimentos do grupo (leia aqui).