A CPI é presidida pelo deputado Fernando Capez e já ouviu representantes do mercado de reposição. “As fabricantes de autopeças que movimentam um mercado de R$ 51 bilhões (…) também têm o direito de vender peças para os carros”, diz o deputado. A Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Anfape) alega que as três montadoras se opõem à existência da cadeia independente (de peças similares), mas deixam o consumidor sem os itens de reposição ou cobram preços elevados. Ford e a Volkswagen serão convocadas para se apresentar em 18 de junho e a Fiat, no dia 25 do mesmo mês.
Procuradas por Automotive Business, duas fabricantes se pronunciaram: “A Fiat não recebeu em tempo hábil a convocação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A empresa entrará em contato com o Legislativo paulista para obter informações sobre o tema. Por esta razão, não pode se manifestar por ora.”
Da montadora de origem americana veio a mensagem: “A Ford permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e aguarda a convocação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a data da reunião.” A Volkswagen preferiu não se pronunciar neste momento.
No início de 2007, a Anfape apresentou representação no Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) denunciando a conduta das montadoras Fiat, Ford e Volkswagen. O objetivo era buscar a garantia do direito das empresas do mercado independente de produzirem e comercializarem itens aparentes dos veículos.
No fim de 2010 o Cade anunciou decisão favorável ao pedido da Anfape, determinando a necessidade de abertura de um processo administrativo contra as montadoras de autopeças em questão. O processo está em andamento.