|
|||||||||||||||||||||||||||
Mário Curcio, AB
Os metalúrgicos da fábrica de motores da Fiat em Campo Largo (PR) podem decidir-se por uma greve a partir de tarde de terça-feira, 27/3. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Montadoras de Veículos e Motores (Sindimovec), os cerca de 350 funcionários da fábrica, onde são feitos os motores E-Torq 1.6 e 1.8, reivindicam 12% de reajuste salarial, R$ 12 mil de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e R$ 2 mil de abono salarial (vale lembrar que o 1.6 E-Torq é o propulsor mais potente que equipa o Fiat Grand Siena, carro que acaba de ser lançado).
Segundo a entidade que reúne os trabalhadores, a Fiat ofereceu 8% de reajuste, R$ 4 mil de PLR e nenhum abono. Procurada por Automotive Business, a montadora informou que as negociações vêm ocorrendo normalmente, sem revelar números ou quando haverá nova reunião a respeito com o sindicato.
O presidente da entidade, Adriano Carlesso, diz querer evitar que o acordo seja inferior ao obtido pelos trabalhadores da Fiat de Minas Gerais: “Queremos que eles (a Fiat) percebam que essa empresa está no Paraná. Na região de Betim os trabalhadores só têm a Fiat e as fabricantes de autopeças que fornecem para ela”, afirma. “Aguardaremos uma resposta da Fiat até o fim da tarde de terça-feira”, conclui Carlesso.