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Fiat Group reduz perdas no 1º trimestre

O Fiat Group fechou o primeiro trimestre de 2010 com receita de € 12,9 bilhões e avanço de 14,7% sobre o mesmo (fraco) período do ano passado. A área de automóveis obteve crescimento de 22,1% na mesma comparação.
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21 abr 2010

5 minutos de leitura

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O resultado foi divulgado na quarta-feira, 21, em Turim, Itália. Sergio Marchionne, CEO, apareceu ao lado de John Elkann, novo chairman do Fiat Group (em substituição a Luca di Montezemolo) e disse que espera oferecer ações ao mercado depois do spinoff que está sendo anunciado. A Fiat pode elevar em 5% a participação na Chrysler este ano, com a introdução nos Estados Unidos de carros compactos.

Marchionne, que é também CEO da Chrysler, advertiu que os resultados na área de automóveis devem ficar comprometidos nos próximos meses em função da retirada de incentivos para promover a compra de carros novos na Europa.

O lucro da gestão ordinária (trading profit) foi de € 352 milhões, contra uma perda de € 48 milhões no primeiro trimestre de 2009. Mais da metade dos resultados deste ano devido ao negócio automobilístico. Já o resultado líquido trouxe perdas de € 21 milhões, diante de um prejuízo de € 411 milhões no primeiro trimestre de 2009.

O endividamento industrial avançou para € 4,7 bilhões, com um crescimento de € 300 milhões em relação aos números demonstrados no final de 2009 atribuído ao aumento sazonal do capital de giro.

O Fiat Group ressaltou que a liquidez manteve-se forte, em € 11,2 bilhões (€ 12,4 bilhões no fim de 2009), não obstante o pagamento de títulos no valor de € 1 bilhão no primeiro trimestre.

Foram confirmadas as metas para 2010, com um lucro da gestão ordinária acima de € 1,1 bilhão e endividamento industrial líquido abaixo de € 5 bilhões.

Perspectivas

O Fiat Group enxerga 2010 como um período de transição e estabilização, esperando que todos os seus setores melhorem o desempenho em relação ao ano anterior, com exceção da divisão de Automóveis, cujo desempenho será impactado nos próximos trimestres pela redução ou eliminação de programas de incentivos para renovação de frota por automóveis mais modernos e limpos, que vinham sustentando a demanda na Europa Ocidental.

O comunicado distribuído esclarece que o grupo continuará a implementar as medidas de rigorosa contenção de custos iniciadas no final de 2008. Prevê-se um aumento dos desembolsos em programas de investimentos em relação aos níveis excepcionalmente baixos verificados ao longo de 2009, com a retomada dos níveis normais dos programas de investimento em todos os setores, elevando os desembolsos entre 30 e 35% em todos os setores.

A nota assegura que a Fiat, em qualquer eventualidade, terá recursos mais do que suficientes para a transição até um ambiente de negócios normalizado, que se espera alcançar em 2011 e nos anos seguintes.

Foram divulgadas as seguintes metas para o ano:

• Receitas superiores a € 50 bilhões.

• Lucro da gestão ordinária de € 1,1 a € 1,2 bilhão.
• Lucro líquido próximo ao ponto de equilíbrio.
• Endividamento industrial líquido abaixo de € 5 bilhões.

Automóveis

O Fiat Group Automobiles atingiu receitas de € 6,8 bilhões (crescimento de 22,1%), com um total de 532.400 automóveis e veículos comerciais leves entregues (aumento de 14,6% sobre o primeiro trimestre de 2009), com a demanda positivamente impactada pelos efeitos residuais dos eco-incentivos em diversos mercados da Europa Ocidental. A participação de mercado foi de 31,4% na Itália (-0,8 pontos percentuais) e de 8,6% para a Europa (-0,3 pontos percentuais), em mercados altamente competitivos. No Brasil, a Fiat aumentou as vendas em 7,9% e manteve a sua liderança no mercado.

O Fiat Group Automobiles atingiu um lucro da gestão ordinária de € 153 milhões (diante de um prejuízo de € 30 milhões no primeiro trimestre de 2009), como resultado de volumes substancialmente mais altos e de um melhor mix de vendas, com maior contribuição dos veículos comerciais leves.

Tratores e máquinas

As receitas da CNH, no setor de máquinas de agricultura e de construção, atingiram € 2,6 bilhões, em linha com 2009 (+5,2% em dólares). As vendas de equipamentos de construção melhoraram globalmente e CNH alcançou ganhos de participação nos segmentos de máquinas pesadas na Europa Ocidental e na América Latina. As receitas vindas das máquinas de agricultura foram menores: as vendas fortes e os ganhos de participação de colheitadeiras no mercado global foram mais que compensados por um mix de vendas mais fraco de tratores na América do Norte e a baixa demanda para ambos os segmentos na Europa.

A CNH alcançou um lucro da gestão ordinária de € 127 milhões (€ 49 milhões no primeiro trimestre de 2009). A contenção de custos e a melhora na absorção dos custos fixos nos segmentos de Máquinas de Construção mais que compensaram o volume negativo e o mix resultante das reduzidas vendas de equipamentos agrícolas na América do Norte e na Europa.

Caminhões

A Iveco (caminhões e veículos comerciais) foi responsável por um crescimento de 11,2%, para € 1,7 bilhões, refletindo os primeiros sinais de uma recuperação na demanda, embora diante de níveis muito fracos de mercado em 2009. As vendas totais foram de 25,3%, atingindo 26.919 veículos, com um significativo aumento no segmento de caminhões leves (+41%) e uma melhora mais moderada no segmento de pesados (+ 9,5%). Os volumes de vendas, entretanto, permanecem cerca de 50% abaixo dos níveis de 2007/2008.

A Iveco teve um lucro da gestão ordinária de € 3 milhões (em comparação com perdas de € 12 milhões no primeiro trimestre de 2009), refletindo principalmente os incrementos nos volumes e eficiências industriais, parcialmente compensadas por menores preços em conseqüência das pressões competitivas.

Fonte: Grupo Fiat.