Automotive Business errou ao informar que a Fiat começou a produzir o Mobi equipado com o novo motor da companhia 1.0 de três cilindros em Betim (MG). A montadora nega que esta seja a estratégia para o propulsor, que já entrou em produção, mas deve estrear em breve em outro carro da gama da marca. Fontes apontam que a novidade, batizada de GSE, de Global Small Engine, equipará primeiro o Uno. É provável que apenas no ano que vem o motor tricilíndrico seja incorporado ao Mobi, que até lá segue com a mesma configuração flex 1.0 8V oferecida atualmente, de quatro cilindros.
A expectativa é de que o propulsor chegue em duas versões: 3 cilindros 1.0 com 80 cv de potência e 4 cilindros 1.3 de 109 cv, conforme noticiou o colunista Roberto Nasser (leia aqui). A família de motores não seria competitiva se equipasse apenas um carro e, portanto, a tendência é que passe a mover todos os compactos da gama Fiat, convivendo por algum tempo com as versões Fire.
A BorgWarner começou a fornecer correntes de sincronismo para a nova família de propulsores, componente que não tinha fabricação no Brasil até então e nem presença expressiva em carros populares, que usam normalmente correias dentadas de borracha. O contrato fechado pela empresa com a Fiat prevê a entrega de volumes expressivos, o suficiente para entre 300 mil e 400 mil motores anuais (leia aqui). O número confirma que o GSE equipará mais de um carro. O propulsor 1.0 de três cilindros chega com meses de atraso em relação ao que o mercado aguardava.
A expectativa do mercado era de que o Mobi estreasse o motor mais eficiente quando foi lançado, em abril deste ano. Na época, o modelo frustrou esta expectativa e trouxe pouca novidade ao usar a mesma plataforma e trem de força do Uno. A falta de apelo do Mobi com o consumidor tem refletido nos resultados de emplacamentos do compacto. A Fiat não está nem perto de alcançar os 7 mil carros mensais que pretendia vender. Em julho, por exemplo, foram licenciadas 3,6 mil unidades, o que colocou o automóvel em 14º lugar no ranking dos mais venddidos do mês, resultado bastante fraco para um veículo de esperado alto volume de vendas.
