
O bugue foi criado no Brasil, com apoio da matriz, que ajudou no motor de 80 cv. As baterias são de íon de lítio, similares às do Chevrolet Volt, com autonomia de 80 quilômetros e recarga em oito horas, plugadas na rede de 220 Volts.O câmbio é o automatizado do Stilo, sem embreagem e com botões de acionamento no painel, com apenas a terceira marcha e a ré.
Outras iniciativas da Fiat
O desenvolvimento de carros elétricos, que começa a avançar no planeta, com iniciativas nos Estados Unidos, Europa e Ásia, avança lentamente no Brasil. Os preços ainda são proibitivos, mesmo nos países desenvolvidos e há uma série de dificuldades a serem superadas, especialmente no que diz respeito a baterias e redes de abastecimento.
A Itaipu Binacional mantém uma pequena linha de montagem na usina de Foz do Iguaçu, no Paraná, onde foram transformados 15 automóveis cedidos pela Fiat. A CPFL também investiu US$ 1 milhão em projeto piloto de veículos elétricos junto com o Instituto Nacional de Eficiência Energética e a Unicamp.
Já Leonardo Cavaliere, que desenvolve o projeto na Fiat Automóveis, disse recentemente a Automotive Business ter entregado 15 veículos de um lote de 50 previsto até final de 2009 no projeto da Itaipu Binacional, que já repassou duas unidades às concessionárias de energia Ampla e CPFL. Estão na lista também Copel (Paraná), Eletrobras (2 unidades) e Cemig (4 unidades).
As baterias, de íons de sais, produzidas pela companhia suíça Mesdea, têm duração de 300 ciclos de recarga. “É possível, no entanto, prolongar para até cinco anos a vida útil das baterias, que não têm efeito memória. Basta mantê-las sempre a uma tomada de energia quando for possível” – disse Cavalieri. A recarga completa demora oito horas e permite uma autonomia de 80 quilômetros.