
| NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR | ||||||
| RSS | WebTV | Revista | Mobile | Rede Social | ||
Confira mais fotos [+]
Paulo Braga, AB
Os monovolumes nunca chegaram a disparar no Brasil. Eles começaram timidamente com o lançamento da Scenic, em 1999, que só depois ganhou alguns concorrentes. Hoje respondem por 6% a 8% do mercado de veículos leves e devem continuar nesse patamar, segundo o diretor de planejamento de produto da Fiat Automóveis, Carlos Eugênio Dutra.
A marca aposta no novo Idea para ganhar algum volume no segmento, que acabou atropelado pela chegada dos utilitários esportivos e uma retomada das station wagons (peruas). A versão 2011 chega com desenho atualizado e a opção pelos novos motores E.torQ produzidos pela FPT em Campo Largo, no Paraná.
O preço parte de R$ 43.590 no caso do Attractive 1.4, mas chega a R$ 45.610 no Essence 1.6 (R$ 47.720 com o câmbio Dualogic), a R$ 54.280 no Sporting (R$ 56.390 com Dualogic) e R$ 56.900 na Adventure (R$ 59.010 com Dualogic).
Lélio Ramos, diretor comercial arrisca um mix de vendas: 20% para o modelo de entrada; 40% para a Essence; 10% para a Sporting; e 30% para a Adventure. Metade dos clientes acaba se interessando pelo Locker quando ele está disponível – e no caso do Idea trata-se de um opcional.
Ele acredita que emplacará 2.400 a 2.500 unidades por mês com a família Idea, o que representa um crescimento da ordem de 20% em relação ao desempenho dos modelos anteriores. “Apostamos bastante no sucesso do novo motor, especialmente o 1.6” – comenta.
Carlos Eugênio Dutra, diretor de planejamento do produto, esclarece que não é mais possível separar claramente quem define a compra do veículo. “Homens e mulheres vão junto à concessionária e trocam experiências na hora da decidir”. As pesquisas da Fiat mostram que 45% dos usuários de seus carros são mulheres.
Ramos afirma que o novo Idea já está disponível em muitas concessionárias da marca. Ele atribui a ausência do ar condicionado como item de fábrica na versão de entrada ao fato de muitos usuários terem alergias respiratórias ou simplesmente não gostarem do recurso. “Detectamos que 10 a 15% dos clientes não querem ar condicionado”, explicou.