
A Fiat também quer a Saab, em outra negociação.
A disputa pela Opel e Vauxhall inclui a Magna, maior fornecedora de autopeças da América do Norte, e a RHJ, holding com sede na Bélgica.
Segunda maior do mundo
Segundo o jornal La Stampa, Sergio Marchionne, presidente da Fiat, está certo de que sua proposta pela Opel Vauxhall tem mais de 50% de chances de ser bem sucedida.
A intenção dele, após uma série de manobras, é associar as operações automotivas do Grupo Fiat a uma nova companhia, com a participação da Chrysler, Opel, Vauxhall, Saab e, eventualmente, as operações da GM América Latina.
Para Automotive News essa iniciativa levaria à constituição da segunda maior empresa global em vendas de veículos – cerca de 7 milhões de unidades por ano.
A consolidação dos sonhos de Marchionne passa por desafios enormes, como mobilização de recursos (de terceiros, na maior parte), reengenharia de empresas e produtos e ajustes culturais importantes. Nada disso se resolverá a curto prazo.
Cledorvino Belini, presidente da Fiat no Brasil, afirmou dia 11 de maio, em São Paulo, durante o seminário AutoData Revisão das Perspectivas, que ‘nada havia’ no sentido da companhia absorver a operação da GM na América Latina. De lá para cá, no entanto, muita coisa já mudou no cenário internacional.
O desafio das joint ventures
Vale lembrar que as joint ventures GM-Fiat e Daimler-Chrysler não funcionaram e acabaram trazendo prejuízos e frustração. O brasileiro Carlos Ghosn consolidou a aliança Renault-Nissan, mas ainda tem desafios importantes com a queda de performance da sociedade, em vendas e finanças.
Porsche e Volkswagen andam às turras para reunir suas dez marcas. A PSA Peugeot Citroën recorre à ajuda do governo, o que já se tornou regra no mundo todo. No setor de autopeças não são poucos os exemplos de dificuldades após a formação de conglomerados reunindo diferentes tecnologias e culturas.
A tendência é de consolidação de operações, tanto entre montadoras quanto entre empresas de autopeças. Mas terão destino diferente, diante do cenário de crise, as novas fusões e joint ventures?
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