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Automotive Business, com informações de Automotive News
A agência Automotive News esclarece que Sergio Marchionne quer levar uma especialidade italiana aos Estados Unidos: motores a gás natural. O CEO da Chrysler e Fiat diz que esses propulsores representam um caminho melhor para evitar emissões porque são mais baratos que as tecnologias concorrentes. Ele argumenta que os carros elétricos, em que a GM e a Toyota apostam, trazem muitos obstáculos, como o tempo de recarga das baterias.
“O gás natural é muito adequado aos Estados Unidos”, disse Constantinos Vafidies, que coordena o desenvolvimento de transmissões e híbridos no centro de pesquisas da Fiat em Turin, na Itália. “Especialmente em serviços públicos e transporte de mercadorias, nos quais os veículos são abastecidos em uma base central”, esclareceu.
A Fiat é líder europeia em motores a gás natural. Os Estados Unidos, por outro lado, possuem gás natural em alta escala e se tornaram o maior produtor mundial no ano passado.
Alfredo Altavilla, que comanda a Iveco e a FPT — Powertrain Technologies, assegura que o gás natural é uma solução mais econômica e um motor para esse combustível custa cerca de US$ 3 mil, enquanto um diesel custa US$ 3,3 mil e um elétrico híbrido US$ 8 mil.
Na Itália a FPT desenvolveu o motor de dois cilindros e 900 cc, com tecnologia MultiAir, disponível em uma versão a gás natural combinado com gasolina, que permite chegar ao patamar recorde de 80 g/km na emissão de CO2. O propulsor aspirado oferece 85 cavalos, enquanto o turbinado chega a 105 cavalos.