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Fiesp alerta para redução do nível de emprego na indústria automotiva

A recuperação da indústria automotiva paulista, aguardada após resultados positivos do Índice do Nível de Atividade (INA) de maio, não foi demonstrada pela Pequisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada nesta quinta-feira, 12. Em junho os fabricantes de veículos automotores, reboques e carrocerias tiveram saldo de 3.235 demissões, o que representa queda de 1,2% ante maio deste ano e de 4,3% na comparação com junho de 2011. Na comparação mensal, o setor foi o que mais demitiu entre os 22 analisados pela pesquisa.
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Redação AB

12 jul 2012

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“Para nós, não está clara a situação da indústria automotiva, embora pareça que os estoques foram ajustados aos níveis considerados normais, o equivalente a 30 dias de vendas”, declarou o diretor de Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini.

Quando saiu o INA no fim de junho, a Fiesp apontou um aumento de 7,3% nas vendas reais dos veículos automotores, apesar de ter registrado queda tanto na série com ajuste sazonal como na sem ajuste, respectivamente, de 2,8% e 0,7%. Na semana passada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou aumento de 1,3% no número de empregados em junho ante maio, com 146.932 trabalhadores.

Os dados atuais da Fiesp mostram um cenário diferente. De acordo com Francini, a queda no número de funcionários foi causada por demissões em empresas de autopeças. A região de Jundiaí, por exemplo, teve redução no nível de emprego de 1,78% em junho, que veio principalmente do setor de veículos automotores e de autopeças, que tiveram um recuo de 5,06%.