“Para nós, não está clara a situação da indústria automotiva, embora pareça que os estoques foram ajustados aos níveis considerados normais, o equivalente a 30 dias de vendas”, declarou o diretor de Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini.
Quando saiu o INA no fim de junho, a Fiesp apontou um aumento de 7,3% nas vendas reais dos veículos automotores, apesar de ter registrado queda tanto na série com ajuste sazonal como na sem ajuste, respectivamente, de 2,8% e 0,7%. Na semana passada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou aumento de 1,3% no número de empregados em junho ante maio, com 146.932 trabalhadores.
Os dados atuais da Fiesp mostram um cenário diferente. De acordo com Francini, a queda no número de funcionários foi causada por demissões em empresas de autopeças. A região de Jundiaí, por exemplo, teve redução no nível de emprego de 1,78% em junho, que veio principalmente do setor de veículos automotores e de autopeças, que tiveram um recuo de 5,06%.