|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
Chuvas em excesso provocam uma perda mensal de R$ 1,3 bilhão às empresas da Grande São Paulo. Já as enchentes vão mais longe, causando danos de R$ 2,1 bilhões. O resultado foi obtido em pesquisa junto a 478 empresas, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp em maio do ano passado.
Com base nesse levantamento, é possível estimar o impacto das intempéries que vêm abalando a capital paulista e região e pode alcançar R$ 3,4 bilhões por mês.
De acordo com a pesquisa, mais da metade das empresas apontou como principais problemas causados o atraso na entrega de produtos, ausência ou atraso de pessoal.
Com base nas enchentes e chuvas do verão (2009/2010), a pesquisa ouviu empresas de todos os portes e diversos setores. Para 41% das empresas, o excesso de chuvas e enchentes tem afetado suas atividades. No entanto, para 39%, as chuvas enfrentadas nos meses de verão causam dificuldades com o transporte dos produtos das empresas, levando atraso nas entregas. Já para 24%, o problema maior, é a falta de pessoal ou o atraso de funcionários que trabalham na produção.
O levantamento da Fiesp mostra que para 15% das empresas o prejuízo está relacionado aos custos operacionais, e para 14% a dificuldade enfrentada é o transporte de matérias-primas, causando a parada da produção. Outro prejuízo citado por 4% das empresas está relacionado à carga, enquanto que para 3%, o estoque e maquinário foram prejudicados devido à inundação da fábrica.
Na estratificação por porte, enquanto 43% das pequenas empresas tiveram dificuldades no transporte de seus produtos (atrasos), 50% das grandes empresas não foram afetadas pelo excesso de chuvas e enchentes.
Valor dos prejuízos
As empresas mais afetadas em seu faturamento mensal, 19%, apontaram danos no estoque e maquinário, bem como prejuízos por dia parados para limpeza. Nesse caso, o valor médio das perdas é de 6,5%. Já para 47% das empresas que sofreram perdas devido à grande quantidade de chuvas nos últimos anos, causando problemas no transporte e fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal, o valor médio das perdas é de 4,2% do faturamento mensal.
Na divisão por porte, 18% das pequenas empresas tiveram danos de em média 7,1% de seu faturamento. Para 22% das médias empresas as perdas ficaram em média 5,5%, enquanto que para 8% das grandes o lucro ficou em média 4,5% mais baixo.
Maiores problemas
Segundo o levantamento, as empresas apontaram como os principais problemas: transporte, fornecimento de matérias-primas, ausência ou atraso do pessoal. Para 47% das empresas, esses fatores equivalem a um prejuízo médio de 4,2% de seu faturamento mensal.
Quando analisado por porte, 48% das pequenas empresas revelam que esses danos ocasionaram perdas de em média 4,6% de seu faturamento, enquanto que para 47% das médias, a perda foi em média de 2,7%. Já para 35% das grandes, o valor é de 7,2% em média.