Os Estados Unidos são, junto com a China, um dos maiores responsáveis pela emissão de carbono na atmosfera. O projeto em tramitação no Congresso norte-americano prevê uma redução de 4,5% da produção de gases de efeito estufa com base nos níveis de 1990.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, questionou Gore sobre a timidez da meta prevista no projeto de lei. Al Gore admitiu que a redução é pequena, mas pode ser um começo para que as discussões sobre o clima deslanchem.
A Fiesp entregou ao político documento das indústrias paulistas reafirmando o compromisso com o desenvolvimento de tecnologias limpas e a ampliação do uso de energias renováveis. O texto, no entanto, não estabelece metas concretas para redução de emissões.
Para Skaf, quem deve se comprometer com as metas de emissões são os países mais ricos e industrializados, principais responsáveis pela maior parte da poluição global.
Al Gore alertou que depois das discussões na Dinamarca o mundo terá que se voltar para uma questão ainda não discutida: a re-carbonização do solo. Ele entende que o processo de tornar fértil novamente o solo utilizado para a agricultura é o que garantirá sustentabilidade.
Fontes: Daniel Mello, Agência Brasil, e site da Fiesp.