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Fiesp e CNI criticam elevação da Selic

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Redação AB

20 jan 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo consideram um erro a decisão do Banco Central em elevar a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% ao ano. Em comunicado distribuído nesta quarta-feira, as duas entidades assinalam que com decisões como essa, em 2011, o governo federal vai gastar R$ 200 bilhões de juros – para a Saúde há apenas R$ 72 bilhões, para Educação R$ 60 bilhões. A Fiesp alerta que cada meio ponto percentual a mais na taxa Selic representa despesa pública anual adicional de R$ 9 bilhões.

“O Brasil não pode mais ser penalizado com o crescente aumento da taxa de juros. Isso é um absurdo. Com esse dinheiro poderíamos viabilizar a construção de mais 390 mil casas do Programa Minha Casa Minha Vida, ou custear 2/3 do Programa Bolsa Família no ano inteiro de 2011. Alternativamente, daria para o Sistema de Saúde realizar 14 mil internações adicionais”, afirmou Paulo Skaf, presidente da FIESP.

Se considerarmos os itens que afetaram a taxa de inflação: alimentação, despesas pessoais e serviços, percebemos que sua relação com a taxa Selic é quase nula. A taxa de juros afetará todos os setores e não apenas os de alta inflação.

“O Banco Central do Brasil além de cuidar da moeda deveria se preocupar também com o emprego e crescimento econômico, que serão penalizados por esta decisão de aumento dos juros”, concluiu Skaf.

Reação da CNI

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar para 11,25% ao ano a taxa de juros Selic é precipitada e compromete a capacidade de crescimento de longo prazo da economia, avaliou o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castelo Branco.

Segundo ele, os efeitos das medidas de contenção do crédito adotadas em dezembro ainda não foram plenamente observados, o que ocorrerá nos próximos meses. “A elevação dos juros é o caminho mais fácil de controle de preços, porém o mais prejudicial. O impacto recai unicamente no setor produtivo, afetando negativamente a atividade e o emprego”, assinalou.

De acordo com Castelo Branco, o cumprimento da meta de superávit primário para 2011 depende prioritariamente da contenção de despesas governamentais. “A efetivação de medidas de natureza fiscal diminui incertezas de mercado, criando um ambiente de expectativas positivas para o controle da inflação sem a necessidade de um novo ciclo de elevação dos juros”, concluiu.