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Fiesta para mercado americano terá motor brasileiro

Por Sueli Osório, para Automotive Business, de Detroit.
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Redação AB

12 jan 2010

3 minutos de leitura

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Sem o glamour e o brilho de anos anteriores, porém em um clima mais otimista que o do ano passado, quando ocorreu no auge da crise econômica mundial, foi aberto para a imprensa especializada ontem, 11, o Salão de Detroit.

A primeira fabricante a mostrar novidades foi a Ford, com a estréia mundial da próxima geração do Focus, nas versões sedã e hatch. O modelo começará a ser produzido na Europa e na América do Norte no final deste ano, para lançamento ao público no início de 2011. O novo modelo será praticamente idêntico nesses mercados, usando 80% de peças comuns em todo o mundo. Segundo o presidente executivo da companhia, Bill Ford, embora tenha uma plataforma global, ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.

Em jantar ontem à noite com jornalistas do Brasil, Argentina e Venezuela, o presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, afirmou que 2010 deverá ser um ano positivo para o País e prometeu que a marca fará nove ações de produtos no período, entre automóveis e caminhões. Para a Argentina, declarou que haverá seis lançamentos importantes.

O presidente da Ford para as Américas, Mark Fields, afirmou que as operações da América do Sul são as mais lucrativas da empresa e anunciou que a nova família de motores Sigma, cuja produção está começando na fábrica de Taubaté (SP), além de atender ao Brasil e América do Sul, será exportada para a América do Norte para equipar a nova geração do Ford Fiesta, na versão 1.6 L I-4.

Motor

A Ford está iniciando a produção do novo motor Sigma 1.6 na fábrica de Taubaté, SP, que recebeu R$ 600 milhões para reestruturação na área de fundição de alumínio e montagem de componentes.

As características do Sigma brasileiro foram apresentadas a Automotive Business no final do ano passado pelo engenheiro-chefe de motores da Ford, Enio Gomes. “É um produto totalmente novo, embora originário de uma geração anterior” – assegurou o executivo.

Enio garantiu também que o propulsor de apenas 79 kg é resultado de um processo moderno de manufatura, com injeção de alumínio sob pressão. Os dutos de admissão são de plástico de engenharia.

Com duplo comando de válvulas (não variável), potência de 115 cv (5.750 rpm) e torque de 16 kgfm (4.250 rpm) com álcool, o motor foi desenvolvido na versão flex com a participação de engenheiros brasileiros, que se empenharam também na redução de ruídos, asperezas e vibrações. Com gasolina a potência máxima é de 110 cv (6.250 rpm) e o torque de 15,4 kgfm (6.250 rpm).

O novo motor brasileiro já equipa o Focus argentino.

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