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Fila de espera pelo elétrico da Xiaomi pode chegar a sete meses

Companhia chinesa lançou o sedã SU7 na última semana de março e número de encomendas chega a 100 mil
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Redação AB

03 abr 2024

2 minutos de leitura

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A fila de espera para o elétrico de estreia da Xiaomi, o sedã SU7, pode chegar a sete meses. O modelo, primeiro veículo movido a baterias da fabricante chinesa de smartphones, foi lançado na última semana de março e já tem 100 mil encomendas.

O SU7 começou a ser distribuído nesta quarta, 3, e entra no concorrido mercado de veículos elétricos da China com um preço que chama a atenção – menos de US$ 30 mil para o modelo básico, mais barato que o Tesla Model 3.


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Embora o maior mercado automotivo do mundo seja um desafio para os recém-chegados devido a uma guerra acirrada de preços de veículos elétricos (VEs) e à desaceleração da demanda, os analistas dizem que a Xiaomi tem mais caixa do que a maioria das empresas do segmento. 

A companhia, que obtém a maior parte de sua receita de US$ 37,5 bilhões com a venda de smartphones, já produziu 5 mil unidades do SU7. 

Devido ao aumento da demanda, a Xiaomi pediu aos fornecedores que aumentassem suas capacidades, visando aumento da produção mensal do SU7 para 10 mil unidades. Ou seja: acima das 3 mil de março e das 6 mil previstas para maio, informou a agência de notícias financeiras chinesa Yicai.

O fundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, disse em sua conta nas redes sociais que as entregas desse primeiro lote começariam em 28 cidades chinesas nesta quarta-feira, 3. 

Xiaomi teria prejuízo com o modelo elétrico

A Xiaomi já informou que espera perder dinheiro com o SU7. E alguns analistas prevêem que o prejuízo deve ser substancial.

“Mantemos nossa visão cautelosa de que, em última análise, todos podem ser perdedores no segmento de 200 mil a 300 mil yuans (US$ 27 mil a US$ 41 mil em conversão direta)”, disseram analistas do Citi Research, em nota, na terça-feira, 2.

Com base em um volume projetado de 60 mil unidades este ano, o Citi estima que o SU7 poderá gerar um prejuízo líquido de 4,1 bilhões de yuans (US$ 566,8 milhões) – em média, 68 mil yuans (US$ 9.400) por carro. Mesmo assim, as ações da Xiaomi subiram até 16% na terça-feira, 2.