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Fila de espera por motos e scooters permanece neste começo de ano

Apesar da demanda aquecida, fabricantes produziram menos de 100 mil unidades pelo segundo mês seguido
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Mario Curcio

11 fev 2022

2 minutos de leitura

A fila de espera por motos de baixa cilindrada e scooters ainda levará algumas semanas para acabar. O motivo é que a produção em Manaus (AM) ficou abaixo das 100 mil unidades pelo segundo mês seguido. As fabricantes esperavam uma retomada consistente em janeiro, mas foram impedidas pelo avanço da variante Ômicron do vírus causador da Covid-19. As informações foram divulgadas na quinta-feira, 10, pela Abraciclo, entidade que reúne empresas do setor de duas rodas.

“A nova onda de contaminações provocou falta de muitos colaboradores nas fábricas e comprometeu o ritmo das linhas de produção. Felizmente não houve paralisação como no ano passado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

De acordo com a associação, ainda não foi possível zerar o déficit de cerca de 100 mil motos e scooters de baixa cilindrada. A espera média atual é de cerca de um mês. “Acreditamos que a recuperação da produção deverá acontecer a partir de março”, afirma Fermanian.

Em janeiro foram montadas 83,7 mil unidades. O número aponta alta de 9,6% sobre dezembro porque naquele mês houve férias coletivas. E a comparação com janeiro do ano passado indica crescimento de 56%, pois aquele foi o pior mês da crise sanitária na capital amazonense.

Em todo o ano de 2021, a produção só ficou abaixo das 100 mil motos nos meses de janeiro e fevereiro em razão da Covid-19, e depois em julho e dezembro por conta de férias coletivas. O ano terminou com 1,19 milhão de motos. A projeção para 2022 é de 1,29 milhão e alta de 8%.

Exportações começam o ano com 14,8% de queda

Em janeiro o Brasil vendeu ao mercado externo 3,3 mil motocicletas. A comparação com dezembro indica discreta alta de 1,4%, mas diante de janeiro de 2021 houve queda de 14,8%. Os três principais destinos neste começo de ano foram Argentina (1,2 mil motos, 32% do total), Estados Unidos (762 unidades, 23,8%) e Colômbia (408 motos, 12,7%).

Até o fim do ano as empresas esperam embarcar 54 mil motocicletas, apenas 500 a mais que o total de 2021. Como ocorre com os automóveis, a Argentina é o principal destino das motos brasileiras e a atual economia do país vizinho compromete as exportações.

Mercado interno reflete falta de motos na rede

Neste início de ano foram licenciadas 89,7 mil motocicletas novas em todo o Brasil. A comparação com dezembro indica queda 20,2% porque as concessionárias estavam desabastecidas. A média diária de emplacamentos de janeiro ficou abaixo de 4,3 mil motos, enquanto o segundo semestre do ano passado teve médias acima de 5 mil.

A comparação com os emplacamentos de janeiro do ano passado indica pequena alta de 4,5%, também por causa dos reflexos da Covid-19 no mercado de duas rodas no começo de 2021. A projeção para o mercado interno em 2022 é de 1,23 milhão de motocicletas e crescimento de apenas 6,3%.