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Filiais brasileiras buscam integração em desenvolvimentos globais

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Redação AB

26 mar 2012

4 minutos de leitura

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Sueli Reis, AB

O cenário de adversidade econômica é propício para a inovação tecnológica. Foi com esse conceito que os palestrantes Carlos Nascimento, gerente de engenharia e desenvolvimento da Magna Cosma, e Adriano Rishi, diretor executivo de pesquisa e engenharia da Cummins América do Sul, apresentaram suas impressões sobre o desenvolvimento de projetos globais e sua integração com o Brasil em painel durante o Simpósio SAE Brasil – Novas Tecnologias Automotivas, realizado nesta segunda-feira, 26, em São Paulo.

Os executivos apresentaram as experiências de cada filial na busca pela integração no desenvolvimento das tecnologias globais, a partir do estudo das particularidades do mercado brasileiro. Segundo Carlos Nascimento, a relevância que o País conquistou na indústria global nos últimos anos fez com que as novas tecnologias chegassem aqui de forma mais rápida, contribuindo para o desenvolvimento conjunto das soluções. “Há aspectos positivos que incluem o Brasil no desenvolvimento global, como a boa comunicação entre nossas filiais e as outras unidades no mundo, a disponibilidade e troca de ferramentas para pesquisa e a grande capacidade produtiva do País.”

O executivo também apresentou os pontos negativos do País, que merecem atenção, como a necessidade de redução de custos para tornar produtos mais competitivos e o preço crescente da mão de obra. “Esses são motivos para que muitas vezes a montadora prefira o desenvolvimento em seu país de origem, obstruindo a participação de outros países no processo.”

Pela experiência da Cummins, Adriano Rishi aponta que o desafio é desenvolver produtos que se encaixam no mercado, mesmo sendo globais. “É fato que a customização do produto resultará em plataformas que são globais, mas diferentes em cada local, o que gera um portfólio de tecnologia diversificado.”

O processo de globalização de tecnologias, segundo Richi, escorre sobre pontos cruciais que devem ser observados pelas unidades brasileiras a fim de acompanhar a lógica de suas matrizes: “É necessário entender para onde as tecnologias estão migrando, integrar as soluções apresentadas pela base de fornecedores e descobrir como o novo produto servirá cada mercado, de acordo com suas necessidades específicas.”

Rishi também coloca como desafio a aceitação do mercado pelo novo produto/tecnologia. “Não tenho dúvida de que as normas de emissões ditarão as regras do desenvolvimento para o futuro, mas existe uma estrutura de custo que muda as perspectivas do usuário com relação ao produto.” O executivo cita o exemplo dos veículos comerciais este ano no Brasil, que ganharam novas tecnologias para atender à norma de emissões Proconve P7, equivalente à Euro 5, mas cujas vendas ainda não deslancharam porque o preço é maior em relação às versões Euro 3 vendidas até este mês.

Os executivos concluíram relembrando a ideia de que é na adversidade que a inovação acontece. Para eles, o País já aprendeu a encarar esse cenário como oportunidade, citando o exemplo pioneiro do sistema flex, desenvolvido aqui e que surgiu a partir da necessidade de adequar o veículo nacional com o cenário de falta de álcool enfrentado no fim da década de 80.