
“O Brasil se espelha no que está sendo feito em outros mercados para atender todas as demandas dessas novas plataformas, cada vez mais globais”, ressalta Raul Cavalaro, gerente de vendas para reposição da Mann+Hummel. Em termos de eficiência do produto, a tendência das plataformas globais é seguir o mesmo padrão de qualidade e desempenho aplicados aos mercados mais maduros e pulverizar essas características para as regiões ascendentes, como Ásia e América Latina.
Cavalaro explica que as mudanças estruturais dos filtros que podem vir a ser aplicadas no mercado brasileiro surgirão de acordo com as requisições das montadoras e que esse processo deve ser acelerado a partir das exigências de eficiência energética impostas pelo Inovar-Auto. “O que as empresas desenvolvem hoje surge de demandas feitas antes mesmo do Inovar-Auto, mas o cenário atual exige que reforcemos essa busca pela eficiência do motor, o que muda estruturalmente o aspecto e a composição de algumas peças que o compõem e isso inclui os filtros de óleos e de combustível.
O desafio está em encontrar um ponto de equilíbrio entre a diversidade de especificações dos mercados e gerar produtos com qualidade mundial, mas com desempenho que atenda as necessidades locais. Sob a ótica dos filtros, o que as fabricantes têm disponível nas prateleiras são produtos com alterações significantes em seus conceitos se comparados com os filtros oferecidos há cinco anos.
Os componentes dedicados ao segmento de veículos leves, por exemplo, são projetados com novos requisitos para atender motores que passaram pelo downsizing, como o uso de material mais leve e a eliminação de descarte de material, além da integração de sistemas de filtragem. Conjuntos eletrônicos de controle cada vez mais dominante no motor, híbridos, entre outras tecnologias, vão exigir mudanças radicais, sem perder o foco da aplicação.