
“Esperamos dessa forma compensar o aumento de preço dos caminhões e ônibus por causa do Euro 5”, afirmou o ministro. De janeiro a abril as vendas de caminhões já caíram 8,1% e a produção se retraiu ainda mais, em 30,3%. A causa é o Proconve P7, nova legislação de emissões para motores diesel em vigor desde janeiro, que obrigou a adoção da motorização Euro 5 e aumentou os preços dos veículos de 8% a 15%. Os compradores correram para adquirir os modelos Euro 3 mais baratos remanescentes em estoque, que estão terminando só agora – por isso as vendas caíram menos do que a produção.
Vendo que o mercado mergulharia em buraco ainda maior, o governo optou por fazer nova redução no juro do Finame. As outras condições da linha continuam iguais às anunciadas em abril: o montante financiável é de 90% do valor do bem (até abril era de 70%) e o prazo máximo de financiamento é de 120 meses. Para a linha Procaminhoneiro, destinada a autônomos e pequenas e médias empresas, que já tinha juro de 5,5% ao ano e 100% do bem financiável, o prazo máximo de 96 meses foi alongado para 120.
Segundo Mantega, o BNDES tem recursos suficientes para garantir os novos financiamentos. A única questão que paira é sobre a velocidade de aprovação dos pedidos. No curtíssimo prazo, a redução de custo do Finame poderá causar queda abrupta dos emplacamentos de caminhões de ônibus. Isso porque todos os processos que já estavam aprovados serão agora reiniciados, para que os compradores possam ser beneficiados pela taxa menor.
MAIS ESTÍMULOS VIA BNDES
Ainda dentro do escopo do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o governo anunciou outras reduções de juros para linhas do BNDES importantes para diversos segmentos industriais. A expo pré-embarque, que adianta o dinheiro de vendas externas, teve a taxa reduzida de 9% para 8% ao ano. Para compra de máquinas e equipamentos, o custo caiu de 7,3% para 5,5% ao ano. E o Pró-Engenharia, destinado ao financiamento de projetos de várias naturezas, agora tem taxa de 5,5% ao ano (eram 6,5%).