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Finame preocupa setor de caminhões

O mercado de caminhões ficou abalado em janeiro por conta da falta de fluidez dos recursos do Finame – BNDES. O fato preocupa o mercado, que já projetava recuperação para o ano. Executivo da indústria de caminhões, que prefere não se identificar, adverte para a escassez de recursos nas operações Finame em financiamentos. O problema teria se agravado no final do ano passado, trazendo preocupação quanto ao desempenho do segmento em janeiro e fevereiro — justamente no momento de retomada do mercado.
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Redação AB

08 fev 2010

2 minutos de leitura

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Segundo o diretor das Operações de Caminhões para a Ford América do Sul, Oswaldo Jardim, a liberação de recursos do Finame ficou “parada” por cerca de 20 dias durante janeiro. “O BNDES teve uma surpresa com o volume de financiamentos no segundo semestre [2009] e por isso houve uma necessidade de reavaliar os recursos. Então, houve uma certa diminuição da velocidade dos novos financiamentos”, afirmou Jardim a Automotive Business. A expectativa do executivo é que as operações voltem à normalidade até o fim de fevereiro.

O diretor da Ford afirmou, ainda, que o Finame não deve perder participação na compra de caminhões no mercado brasileiro. Mas, por outro lado, para evitar gargalos, a Ford passou a oferecer financiamentos para caminhões de sete e oito toneladas. “Estamos oferecendo para aqueles que não querem esperar pelo Finame. E está muito vantajoso, perto do Finame, principalmente no segmento de leves”, disse o executivo da Ford.

Já o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, confirmou um “embaraço com o Finame” durante o mês de janeiro e alegou que foram questões “administrativas e burocráticas” — já resolvidas, segundo o executivo. Schneider destacou, ainda, que o Finame está sendo essencial para a recuperação do setor de caminhões.


PSI

Executivo do BNDES admitiu a Automotive Business que pode ter acontecido alguma dificuldade no final do ano passado na liberação de recursos do programa PSI, para financiamento de ônibus, chassis e carrocerias para ônibus, caminhões, semirreboques e bens de capital.

A demora seria justificada pela atratividade da operação, que necessita de recursos complementares do Tesouro Nacional, e do excesso de procura. As operações comuns de Finame estariam normalizadas.


Mercado

Em janeiro, o licenciamento de caminhões novos foi de 9.739 unidades, registrando uma queda de 24% ante o mês anterior. Segundo a Anfavea, essa queda é normal devido à sazonalidade. Na comparação com o fraco janeiro de 2009, o crescimento anotado foi de 53,7%.