
Pelo Finame PSI simplificado o financiamento é aprovado diretamente pela instituição financeira mediadora da operação e o caminhão pode ser faturado. Já na linha convencional, depois de aprovada pelo banco a documentação é enviada para verificação do BNDES e só então o veículo pode ser efetivamente vendido.
“Houve um represamento das vendas no primeiro trimestre e só agora com essa mudança poderemos regularizar”, explica Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, referindo-se ao atraso na regulamentação das regras do Finame PSI para este ano. A oferta da linha com taxa de 6% ao ano só começou no fim de janeiro e, com o processo mais burocrático para a liberação, as vendas sofreram queda expressiva no início do ano.
Os emplacamentos de veículos pesados diminuíram 10,4% no primeiro trimestre na comparação com igual período do ano passado. Foram licenciados 38,3 mil veículos. O segmento de caminhões foi o mais afetado, acumulando queda de 11,2% para 30,6 mil unidades. As vendas de ônibus caíram 6,9%, para 7,7 mil chassis.
REUNIÃO NO MDIC
Meneghetti e a diretoria da Fenabrave participaram de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no último dia 31 de março. O presidente da Fenabrave aponta que o objetivo do encontro foi conhecer o novo ministro da pasta, Mauro Borges, e pedir a atenção dele a alguns assuntos. Um deles foi justamente a manutenção da oferta de recursos para o Finame PSI.
“Esse mecanismo é fundamental para garantir um bom volume de vendas e precisamos evitar que aconteça novamente o que vimos no início deste ano”, pede Meneghetti. O executivo também tratou do programa de renovação de frota e pediu a manutenção do grupo de trabalho formado na gestão anterior para buscar uma solução para a questão da reciclagem veicular.
