logo

anef

Financiamento cresce menos e inadimplência sobe

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

Redação AB

05 set 2011

3 minutos de leitura

G_noticia_11552.gif
NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social

Agência Estado

O financiamento de veículos cresce a taxas menores e com inadimplência maior, segundo dados divulgados pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). O segmento fechou julho com saldo total de R$ 196,2 bilhões, crescimento de 14,6% na comparação com julho de 2010, abaixo da taxa de expansão do ano passado ante 2009, que foi de 18,1%.

Em julho ante o mês anterior, a evolução foi de 0,7%, abaixo de junho ante maio, que ficou em 1%. A Anef atribui a redução do ritmo de crescimento ao impacto das medidas macroprudenciais do Banco Central anunciadas em dezembro a fim de conter o crédito ao consumo. Para 2011, a estimativa é de que a carteira de financiamento tenha desempenho menor, com aumento de 10%. A alta da Selic para conter a inflação contribuiu para aumentar a inadimplência.

Nesse cenário, alguns bancos resolveram colocar o pé no freio. O Itaú Unibanco, por exemplo, ficou mais conservador e reduziu o ritmo de aprovações nos últimos meses. No ano passado, cerca de 60% a 70% das propostas de crédito para financiar veículos que o banco recebia eram aprovadas. Este ano, esse porcentual caiu para 35% a 40%, segundo teleconferência recente do banco para analistas e investidores. O Itaú trabalha com a expectativa de que a carteira de veículos cresça entre 5% a 10% em 2011.

No segmento de financiamento a veículos, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) permanece o preferido pelo consumidor e registrou aumento de 37% em julho, ante o mesmo mês de 2010. Por outro o lado, o leasing continua perdendo espaço e o saldo recuou 34,1% no mesmo período.

No mês de julho, o saldo de crédito para aquisição de veículos respondeu por 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional. Do total de crédito a pessoa física, a linha representa 32,4%.

Inadimplência

O número de calotes apresentados neste segundo semestre continua em crescimento, diferentemente da expectativa da Anef. O saldo de inadimplentes no CDC de veículos para pessoa física, com atrasos acima de 90 dias, que estava em 3,8% em junho, chegou a 4%. Em julho de 2010, o indicador estava em 3,4%.

Com relação ao prazo médio do crédito, nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 43 meses. O prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre. Já no mesmo período do ano passado praticavam-se prazos até 72 meses.