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Financiamento de veículos recuou em 2015

A falta de confiança na economia e a restrição da oferta de crédito causou redução no financiamento de veículos no primeiro quadrimestre de 2015. Considerando modelos novos e usados, entre janeiro e abril 1,83 milhão de automóveis, comerciais leves, motocicletas e pesados foram adquiridos a prazo, com queda de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), responsável por armazenar as informações sobre veículos dados como garantia em operações financeiras.
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Redação AB

13 mai 2015

2 minutos de leitura

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A queda foi ainda mais profunda em abril, de 15% sobre igual mês de 2014, com o financiamento de 437,8 mil unidades. Em relação ao resultado de março, a redução é de 12%.

A aquisição a prazo de carros novos registrou retração maior do que a de usados, de 18,3% no quadrimestre. Enquanto isso, o financiamento de modelos de segunda mão caiu apenas 2,3%.

O segmento de automóveis somou 927,2 mil unidades adquiridas por meio da modalidade no primeiro quadrimestre, com diminuição de 2% na comparação anual. Já as motocicletas tiveram crescimento de 0,8% nas vendas a prazo, para 35,8 mil unidades. No mercado de caminhões a modalidade teve participação em 64,4 mil veículos comprados de janeiro a abril entre novos e usados. O volume representa queda de 52,1% na sobre os primeiros quatro meses de 2014, a maior retração entre os segmentos.

Enquanto foram feitos menos contratos de financiamento no início do ano, o consórcio apresentou crescimento de 0,3% no primeiro quadrimestre na comparação com o volume registrado há um ano. Foram vendidas 283,8 mil unidades por meio de cotas da modalidade. O desempenho foi puxado pelos automóveis, que somaram 79,9 mil unidades vendidas desta maneira, com alta de 19%.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), por sua vez, teve queda de 11,6%, com 1,49 milhão de contratos. O Leasing registrou a redução mais expressiva, de 18,8%, para 22 mil unidades. O prazo médio de financiamento ficou praticamente estável, em 40,5 meses.