
As vendas de máquinas agrícolas ainda estão em declínio. No primeiro quadrimestre deste ano foram comercializados 14,61 mil equipamentos, uma queda de 11,6% no comparativo com 2023 e de 9,3% em relação a 2022.
Em abril, chegaram ao mercado 4,21 mil unidades ante 4,28 mil no mesmo período do ano passado, recuo de 1,7%. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
De acordo com a Anfavea, nos primeiros quatro meses deste ano foram exportadas 2,07 mil máquinas agrícolas, queda de 34,9%. E em abril, os embarques somaram 515 unidades, um recuo de 37%.
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Para a Anfavea, fatores como os preços das commodities, falta de financiamento e até questões climáticas têm contribuído para esse encolhimento pontual do mercado, sobretudo para as colheitadeiras, que têm valor agregado maior que os tratores de rodas.
Em máquinas rodoviárias, o primeiro quadrimestre fechou com volume de 10,83 mil unidades vendidas, uma elevação de 12,8% sobre os negócios fechados no mesmo período do ano passado. Em abril, foram comercializados 2,99 mil equipamentos, alta de 30,8% no comparativo com o mesmo mês de 2023.
Feiras e PAC puxam vendas
Segundo a Anfavea, as vendas no atacado refletem as primeiras duas fases do PAC e algumas licitações públicas realizadas no início do ano, além dos reflexos iniciais dos negócios fechados na feira M&T Expo, realizada em São Paulo, em abril.
De janeiro a abril, as exportações de máquinas rodoviárias totalizaram 4,35 mil unidades embarcadas, 13,6% inferior ao do mesmo período do ano passado.
“Os produtos apresentados nas recentes feiras Agrishow e M&T Expo possuem alto nível de tecnologia embarcada, que se revertem em aumento de produtividade para todos os tipos de clientes, dos mais familiares aos grandes grupos agrícolas e de construção. Daí a necessidade de mais recursos para as linhas já existentes de financiamento do BNDES”, disse Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.
Além disso, segundo ele, é urgente recuperar os volumes das exportações, por meio de uma política consistente de incentivo, com maior inserção na cadeia global, mais acordos comerciais e redução de entraves, tornando nossos produtos mais competitivos.
“Se de um lado as autoridades devem estar atentas a promover nossos produtos de alta tecnologia no exterior, por outro devem estar alertas a empresas que chegam ao país apenas para disputar licitações públicas, com baixo conteúdo nacional, sem garantias e sem rede estabelecida”, afirmou ele.
