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Financiamentos de veículos dão sinal de reação

A associação que reúne os bancos e financeiras das montadoras, a Anef, informou na quarta-feira, 11, que os números de financiamentos de veículos deram sinal de reação no mês de julho, com ligeira queda da inadimplência, acompanhada por aumento na liberação de recursos pelos bancos de montadoras.
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Redação AB

11 set 2013

2 minutos de leitura

Na avaliação da Anef, esses podem ser indícios de que o cenário de cautela dos mercados, no Brasil e no exterior, poderá ser mais favorável até o fim do ano, ao menos para o setor de financiamento automotivo.

Foram concedidos R$ 9,6 bilhões em crédito em julho, volume 8,9% superior a junho, que registrou R$ 8,8 bilhões. Em relação a igual mês do ano passado, com R$ 10,05 bilhões liberados, porém, houve queda de 4,4%.

Os números mostram que o saldo total da carteira de financiamentos de veículos apresentou em julho redução de 0,5%, atingindo R$ 234,1 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2012, quando alcançou R$ 244,3 bi, a redução foi de 4,2%.

No mês de julho os associados da Anef praticaram taxa média mensal de juros de 1,25% a.m, 0,2 pontos percentuais abaixo da efetivada em junho, que foi de 1,23%. A taxa média anual foi de 16,08%, ao passo que em junho havia sido de 15,80%.

No CDC para pessoa física, a ponderação média das taxas praticadas pelo mercado (bancos de varejo) no financiamento de veículos passou de 1,50% a.m e 19,5% a.a, para 1,55% a.m e 20,3% a.a. No CDC para pessoa jurídica, as taxas mantiveram-se estáveis em 1,27% a.m e 16,4% a.a. A Selic apresentou alta no período, de 0,64% a.m para 0,68% a.m e de 8% a.a para 8,50% a.a.

INADIMPLÊNCIA

A inadimplência – atrasos acima de 90 dias – no caso de pessoa física apresentou queda de 0,1 ponto percentual em julho, ficando em 6,0%. Os atrasos acima de 30 dias mantiveram-se estáveis em 8,2%.

Para o presidente da Anef, Décio Carbonari de Almeida, a tendência contínua de queda de inadimplência que está sendo verificada é o principal indício de uma maior amplitude na liberação de crédito. “As curvas de inadimplência das instituições estão baixando. Com isso, a maior rigidez nas avaliações de crédito deve ser diminuída”, avalia.