Empresas brasileiras interessadas em abrir novas fábricas ou financiar investimentos em setores tecnológicos fora do país podem procurar, a partir da quinta-feira, 3, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o órgão anunciou linhas de crédito para essas atividades, tradicionalmente financiadas por bancos públicos.
De acordo com o presidente da Finep, Glauco Arbix, o objetivo é fazer com que as empresas estendam a atuação no mercado, investindo nos setores prioritários do governo, entre eles, o complexo industrial da saúde, a defesa, a tecnologia da informação, além do setor de petróleo e gás.
“O foco [da linha] são empresas que ousem lançar novos produtos ou que entrem em áreas nas quais não estariam capacitadas, mas que, ao construírem unidades produtivas, tenham condições de enfrentar a competição do mercado interno e externo”, disse o presidente da Finep.
O montante destinado à linha de financiamento não foi definido e dependerá da demanda. A previsão da Finep é que cada projeto peça entre R$ 100 milhões e R$ 300 milhões. O pagamento poderá ser feito em até 12 anos e a carência pode chegar a quatro anos e meio. Já os juros vão variar entre 4% e 5%, dependendo da modalidade de contratação.