
A GM preparou um show para revelar suas novidades do Salão do Automóvel no encontro com os jornalistas, dia 25 de outubro, segunda-feira. Enquanto os executivos da fabricante exaltavam as virtudes dos novos veículos que estão chegando à praça, grupos de jovens dançavam e agitavam bandeiras, animando a plateia. Um Camaro causava surpresa, voando sobre a área.
O inflável fazia evoluções à medida que aconteciam as apresentações de Jaime Ardila, presidente para a América do Sul, Denise Johnson, presidente da GM do Brasil, Ronaldo Znidarsis, diretor geral de vendas e marketing, e Marcos Munhoz, diretor geral de comunicação.
Emerson Fitipaldi, que comemora os 40 anos de sua primeira vitória na Fórmula 1, entrou no palco dirigindo um Omega e destacou que o produto australiano custa apenas R$ 128 mil no mercado brasileiro, onde já emplacou mais de cem mil unidades. O empresário e piloto lembrou de suas parcerias históricas com a General Motors, que começaram com o Monza e se estenderam ao Corvette há dois anos, quando o carro foi Pace Car da Indy nas 500 Milhas de Indianápolis, nos Estados Unidos.
“Este é um salão realmente internacional”, enfatizou Znidarsis, que trabalhou vários anos pela corporação no Exterior. Ele está correto – não apenas pelo uso frequente do espanhol e do inglês para atender os jornalistas estrangeiros, mas pela presença de dezenas de veículos produzidos em outros países. Como o Camaro ou o Malibu, um dos preferidos de Denise Johnson.
Ardila disse que relutou em apresentar o Camaro no Salão, mas acabou convencido depois de receber telefonema de um cliente de 87 anos interessado em adquirir um exemplar vermelho ‘novinho’, já que o seu atual era de 1967. “Achei que aos 55 anos eu estava um pouco velho para mostrar o carro aos jornalistas, mas acabei convencido de que o Camaro será usado por pessoas de vinte a 99 anos. Acima dessa idade já não acho o carro adequado, pela extraordinária potência do motor”. A história improvisada de Ardila foi convincente – e o Camaro sobrevoava a plateia.
A GM renova a linha de veículos no Brasil e faz investimentos para expandir a capacidade de produção em praticamente todas suas fábricas. A unidade de Gravataí, no Rio Grande do Sul, recebe boa parcela dos aportes para receber uma nova família de veículos compactos, conhecida como Ônix. Os motores serão fornecidos por uma fábrica que a empresa começa a construir em Joinville, SC.