
Segundo a jornalista, a Ford sofre os efeitos da crise nos Estados Unidos e não pode ser considerada um exemplo de boa gestão e eficiência. Mas deu um sinal poderoso de sua condição diferenciada ao recusar o socorro financeiro oferecido pelo governo americano – socorro, aliás, recebido como única chance de salvação por GM e Chrysler.
Depois de uma longa análise sobre a performance da montadora, Carolina Meyer afirma que no curto prazo o fato da Ford ter conseguido escapar da bancarrota pode, ironicamente, deixá-la em desvantagem em relação às concorrentes americanas.
Graças à concordata, a GM e a Chrysler conseguirão reduzir sua dívida, ao passo que a Ford ainda terá de gastar mais de € 20 bilhões para pagar seus credores. Além disso, analistas preveem que as duas montadoras ofereçam descontos como forma de desovar seus estoques, o que levaria a Ford a baixar o preço – e a margem – de seus principais veículos.