
A distribuição de peças automotivas, tradicionalmente feita por vias terrestres no Brasil, passa a recorrer a outros modais. O transporte aéreo de peças, por exemplo, começa a ganhar mais importância em determinadas regiões do Brasil.
É o caso da distribuição de peças da Ford para a região Norte do país. A DHL Supply Chain ampliou o uso do modal aéreo para otimizar o fornecimento de componentes de reposição da montadora para os estados da região.
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Segundo a DHL, o aumento do transporte aéreo de tais peças e o apoio da nova filial da empresa em Guarulhos (SP) reduziu o tempo de reposição dos componentes. O prazo de entrega por modal rodoviário leva de 15 a 18 dias, com origem de São Paulo até o destino – em Manaus ou interior do Amazonas. No aéreo, as entregas são feitas em até 48 horas.
A operação logística da DHL para a Ford inclui modal aéreo e rodoviário. A coleta da carga é feita no armazém da montadora em Cajamar e transferida para a matriz da companhia, em Jandira ou para os aeroportos de Guarulhos e Viracopos – todas no estado de São Paulo.
A DHL também é a responsável pelo last mile, ou seja, a entrega às concessionárias da Ford. O volume de SKUs (unidade de manutenção de estoque) gerenciado para a fabricante de veículos chega a 40 mil.
Modal aéreo ampliado para fugir dos gargalos na distribuição de peças
Para a Ford a operação com a DHL foi uma maneira de diminuir a dependência das linhas aéreas convencionais e diminuir os prazos na reposição de peças no norte do país.
“Por conceito, já atendemos a região Norte com o modal aéreo de forma integral, mas a dependência de aeronaves comerciais limita o atendimento, por disponibilidade de voo ou capacidade”, explica Carlos Laprega, gerente de logística de pós-venda da Ford América do Sul.
As duas empresas dizem que a ampliação do uso do modal aéreo para a distribuição de peças e componentes automotivos não tem relação com a seca nesta época na região. Nem com o volume de veículos em estoque em alguns portos marítimos que até gerou críticas por parte da Anfavea.
“O Brasil tem uma grande tradição de transporte rodoviário, mas, dado a suas dimensões, há boas oportunidades também de distribuição via modal aéreo, principalmente contando com a consolidação de carga e a escala operacional de parceiros logísticos”, afirma Luiz Brunherotto, diretor de transportes da DHL Supply Chain.