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Camaçari

Ford aperta no Sudeste e cresce no Nordeste

A Ford de São Bernardo do Campo (SP) reduziu o ritmo de produção de caminhões e automóveis, afastando na segunda-feira, 23, 420 trabalhadores por tempo indefinido. Em vez de conceder coletivas, a empresa utilizou o banco de horas e os dias parados serão compensados quando preciso. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ritmo da montagem de caminhões baixou de 17 para 14 unidades/hora e o do Fiesta, de 55 para 44 unidades/hora.
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23 fev 2015

2 minutos de leitura

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A Ford de Taubaté (SP), onde são feitos motores e transmissões, também opera em volume reduzido. No segundo semestre de 2014 a montadora abriu dois layoffs – suspensões temporárias dos contratos de trabalho – e um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Do total de 224 metalúrgicos afastados temporariamente, 84 aderiram ao PDV. Os outros 140 permanecem em casa até 31 de março. Eles não têm estabilidade garantida pela empresa e poderão ser demitidos.

Já na Ford de Camaçari (BA), onde são fabricados o EcoSport e o novo Ka, a situação é bem diferente. A produção dos carros se mantém em três turnos e a fábrica de motores (que faz o 1.0 de três cilindros) passará a operar em breve não mais em um, mas em dois turnos, segundo o sindicato dos metalúrgicos local.

NA VW DE TAUBATÉ, 250 EM FÉRIAS COLETIVAS

Também teve início no dia 23 um período de 20 dias de férias coletivas na Volkswagen de Taubaté. O prazo servirá para remanejamentos na unidade por causa da interrupção do terceiro turno de produção. De acordo com o sindicato, terminados os 20 dias, as férias coletivas poderão ser aplicadas a outros trabalhadores de um grupo menor, de 150 metalúrgicos, caso a montadora ainda necessite ajustar a produção.