Mesmo que seja necessário enfrentar contração das vendas, a Ford pretende defender a participação de mercado duramente conquistada em 2015, de 10,2%. Ao longo do ano passado, enquanto as líderes do mercado Fiat, General Motors e Volkswagen entregaram market share, a marca abocanhou quase 1 ponto porcentual de presença nas vendas, impulsionada pela boa performance da nova geração do Ka. “Com declínio tão agressivo das vendas, é preciso administrar a redução do faturamento e o crescimento da competição entre as montadoras. Investimos em uma linha de produtos globalizada para defender nossa posição no mercado”, aponta.
Além de manter a presença nas vendas, Golfarb destaca a preocupação em garantir a saúde financeira dos negócios. Ele admite que o cenário exige atenção. “Temos feito ajustes de preços, mas não conseguimos corrigir todos os aumentos de custos com o mercado contraído como está”, aponta. Segundo o executivo, a empresa vem trabalhando para reforçar as exportações, mas os resultados não são imediatos. “Estamos avaliando a possibilidade de vender para outros mercados, mas temos que lembrar que o cenário global traz muitos competidores com baixo custo de produção, como Índia, China e Coreia”, enfatiza.
Os clientes tradicionais da operação brasileira da Ford são os mercados latinos, como Chile, Argentina e Colômbia. Golfarb indica que, entre 2004 e 2005, a empresa chegou a exportar 42% da produção local. “Hoje estamos muito distantes disso”, diz, sem revelar qual é o porcentual atual.
Assista à entrevista com Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos institucionais da Ford América do Sul:
