logo

downsizing

Ford avança com Ecoboost 1.0 nos EUA. Ele virá ao Brasil?

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

cria

07 jun 2011

5 minutos de leitura

G_noticia_10650.jpg
NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social

Paulo Ricardo Braga, AB

Foi um anúncio importante para o mercado norte-americano, sem revelar ainda tudo que a Ford propõe para seu novo propulsor de 1 litro e três cilindros, o menor já produzido pela marca. O integrante da família EcoBoost representa um passo importante no esforço de downsizing nos motores da companhia, em resposta às tendências no mercado de entrada nos Estados Unidos – saem de cena os motores grandes, pesados e gastões, entram os leves e econômicos, de menor capacidade cúbica, com performance acentuada pelo emprego de injeção direta e turboalimentação.

“Os consumidores estão nos dizendo que querem comprar veículos acessíveis, para rodar mais quilômetros por litro de combustível”, justificou Derrick Kuzak, vice-presidente de desenvolvimento do produto global da Ford. Ele deu apenas pistas sobre o comportamento do novo propulsor, que estará disponível globalmente, nos carros pequenos da Ford, e também terá um papel importante na América do Norte: terá desempenho equivalente ao 1.6 do Fiesta americano, lá chamado de Duratec mas fabricado no Brasil com o nome de Sigma.

Esse Sigma/Duratec de quatro cilindros a gasolina, com duplo comando de válvula variável, tem 120 hp (121,6 cv) e promete fazer 29 mpg (12,3 km/l) na cidade e 40 mpg (17 km/l) na estrada. A versão Sigma 1.6 flex do New Fiesta produzido no México e vendido no Brasil (sem comando variável) oferece 115 cv de potência com etanol e 110 cv com gasolina. Segundo a Ford, o consumo é de 11,9 km/l com gasolina e 8,3 km/l com etanol na cidade. Na estrada, faz 12,7 km/l com gasolina e 8,7 km/l com etanol.

Se o motor foi criado para ser global, chegará ao Brasil? Com que sofisticação? A Ford trabalha no projeto de um motor 3 cilindros no País, com bloco de ferro, mas não abre informações a respeito (leia matéria a respeito neste portal).

A Ford criou o EcoBoost 1.0 como uma nova opção, mais acessível, para os consumidores que buscam a mesma economia de um híbrido. O motor foi apresentado no ano passado no conceito Ford Start, nos salões de Pequim, China, e São Paulo. A estreia na Europa ocorreu no Ford B-MAX, no Salão de Genebra 2011, em março, sobre a mesma plataforma do New Fiesta. O conceito traz motor com injeção direta de combustível, turbo e duplo comando independente de válvulas – tudo pensando em performance e redução de emissões de CO2. E tudo que nós gostaríamos de ter por aqui, a preço acessível.

Menor motor Ford

Os engenheiros do Centro Técnico da Ford em Dunton, no Reino Unido, foram os responsáveis pelo desenvolvimento do novo três cilindros. “O novo motor introduz muitas tecnologias que algum dia poderão fazer parte do DNA dos propulsores Ford”, diz Joe Bakaj, vice-presidente de engenharia global de motores da Ford.

O novo EcoBoost 1.0 está em fase de calibração final. O fabricante diz que terá potência e torque equivalentes, ou melhores, que um motor 1.6 a gasolina aspirado. “Ele é um pequeno dínamo. Pode ser pequeno em tamanho, mas é grande em tecnologia e inovação”, afirma Kuzak.

“Ninguém jamais construiu um motor de três cilindros como este. É um dos motores tecnicamente mais eficientes e avançados que já projetamos e traz uma série de novas tecnologias à linha Ford”, assegura Bakaj, lembrando que a Ford nunca produziu um motor com menos de quatro cilindros.

As inovações do motor 1.0 EcoBoost incluem:
• novo desenho do virabrequim para economia de combustível;
• sistema avançado de arrefecimento dividido para que o bloco aqueça antes da cabeça dos cilindros, economizando combustível, principalmente em tempo frio;
• tubo de exaustão fundido na cabeça do cilindro. A montagem em peça única reduz a temperatura dos gases de exaustão e permite que o motor gire em uma faixa de rotação mais ampla, com taxa ótima de mistura ar/combustível. O novo design também reduz o peso e permite uma operação mais suave;
• turbocompressor, injeção direta de combustível e duplo comando de válvulas independente e variável (Ti-VCT).

Foto: Ford Start, em fase conceitual, com motor Ecoboost 1.0, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo.