
Os dois saem de fábrica bem equipados desde a versão de entrada SE. Ar-condicionado, vidros dianteiros e travas com acionamento elétrico são itens de série. A direção com assistência elétrica também.
As novas opções chegam para brigar nos dois segmentos de maior volume, já que os hatches pequenos respondem por 42% das vendas de automóveis no Brasil e os sedãs compactos, por 18%: “E esses mercados têm-se mostrado muito dinâmicos”, afirma o gerente-geral de marketing da Ford, Oswaldo Ramos, usando como exemplo o sucesso do Chevrolet Onix entre os hatches e do Prisma nos sedãs.
Tanto hatch como sedã são fabricados em Camaçari (BA), na mesma planta do EcoSport: “Pretendemos produzir em novembro 15 mil unidades do Ka, sendo 10 mil do hatch”, afirma Ramos. “Em dezembro dá para produzir mais do que isso”, diz o gerente, mostrando que as férias coletivas na unidade baiana podem esperar um pouco mais para acontecer.
O hatch 1.5 e o sedã 1.0 diferem não só na carroceria e motor, mas na demanda. No Brasil, 58% dos hatches pequenos são 1.0. Já nos sedãs de entrada a participação desse motor cai para 28%. Com o novo Ka essas proporções têm-se mostrado diferentes e a fábrica corre para ajustar a produção à demanda, especialmente no hatch, em que o novo três-cilindros de 1 litro, o mais potente do mercado, poderá tomar 80% a 90% da linha de montagem.
COMO ANDAM OS NOVOS CARROS
Automotive Business dirigiu na região de Sorocaba as duas novas opções. O Ka+ 1.0 tem desempenho aceitável dentro de seus 85 cv, mas se comporta como todo sedã com essa motorização: pede reduções de marcha com mais frequência, especialmente com ar-condicionado ligado.
A relação do diferencial parece longa demais para o motor, mas certamente foi esta a solução adotada pela Ford para obter bons resultados em consumo. O carro obteve a letra A no selo de eficiência energética. Na cidade, faz 8,9 km/h com etanol e 13 km/l com gasolina. Na estrada esses números passam a 10,4 km/l com o derivado de cana e 15,1 km/l no combustível fóssil.
O carro testado era da versão mais simples, a SE, equipada com um sistema de áudio simples e eficiente com rádio AM/FM, entrada USB, Bluetooth e o MyFord Dock, um compartimento com entrada auxiliar para conectar e também fixar acima do painel o smartphone. A tampa desse nicho tem uma catraca e canaletas que fixam o aparelho e permitem integrá-lo ao carro. Volante ajustável em altura, indicador de troca de marcha e abertura elétrica do porta-malas são outros bons destaques do sedãzinho 1.0 SE.
O hatch 1.5 também agrada de maneira geral. O carro avaliado era da versão topo de linha SEL, que inclui a central multimídia Sync e outros caprichos como banco do motorista ajustável em altura e tecido de revestimento mais resistente. Mais potente, ele agrada especialmente em estrada, mas também deixa a sensação de que a relação final da transmissão privilegia consumo em detrimento do desempenho.
Recebeu igualmente a letra A no selo de eficiência energética. Na cidade faz 7,9 km/l com etanol e 11,5 km/l com gasolina. Na estrada esses números sobem para 9,5 km/l e 13,6 km/l. Também colaboram para a economia de todos os novos Ka os pneus “verdes” (com baixa resistência ao rolamento) fabricados pela Pirelli e o coeficiente aerodinâmico de 0,338 para o Ka e 0,323 para o Ka+.