
Foram emplacados 3,7 mil caminhões Ford no período, volume 7,1% menor do que o anotado no primeiro trimestre de 2014. Ainda que tenha registrado queda, o desempenho da montadora foi superior ao de suas concorrentes. O resultado levou a marca novamente ao posto de terceira maior em vendas de caminhões no Brasil, atrás apenas da MAN e da Mercedes-Benz. A montadora tinha perdido a posição para a Volvo em 2013.
A maior presença nos segmentos de semileves e de leves foi a grande responsável pelo bom resultado da marca. Os caminhões pesados sentiram o maior impacto da redução das vendas no início do ano. A Ford conseguiu manter volumes melhores com os produtos da nova Série F e da linha Cargo.
Outra empresa que alcançou bons resultados mesmo no mercado adverso foi a MAN. Depois de ter sua liderança ameaçada em 2014 pela expansão dos negócios da Mercedes-Benz, a companhia abocanhou 2 p.p. de participação de mercado no primeiro trimestre de 2015 e respondeu por 29,5% do total de caminhões vendidos no Brasil. Os emplacamentos da marca somaram 5,7 mil unidades. O volume é 29% menor do que o registrado no ano passado, mas, como a Ford, a redução dos negócios da companhia foi menor do que a registrada no mercado de forma geral.
Já a Mercedes-Benz permaneceu como a segunda marca que mais vende caminhões no Brasil. Ainda assim, a companhia encerrou o primeiro trimestre com perda importante de 1,5 p.p. de market share. O prejuízo é significativo para a companhia, que em 2014 acelerou os negócios e chegou perto da MAN. No início deste ano a fabricante respondeu por 23,5% do mercado nacional, com 4,5 mil veículos vendidos, volume 40% abaixo do anotado há um ano.
SUECAS PERDEM ESPAÇO
As suecas Volvo e Scania, conhecidas pelo posicionamento superior de seus produtos, foram afetadas em cheio pelo tropeço da demanda por caminhões no começo de 2015. As duas empresas oferecem apenas modelos semipesados e pesados, os primeiros a terem a demanda afetada quando o ritmo da economia diminui e os mais dependentes de financiamento. Com a demora para a regulamentação das novas regras do Finame PSI e aumento dos juros da linha de crédito, as duas companhias entregaram market share.
A Volvo, que vinha conquistando participação de mercado de forma consistente nos últimos anos, perdeu 4,2 p.p. e foi responsável por 10,6% do total negociado no País até março. Os emplacamentos da companhia somaram 2 mil caminhões, com redução de 54,3% sobre o primeiro trimestre de 2014. Com vendas mais fracas combinadas à melhor performance da concorrente Ford a montadora caiu da terceira para a quarta colocação no ranking de vendas.
Em quinto lugar aparece a Scania, que teve perda semelhante à da conterrânea e abriu mão de 4,8 p.p. de participação de mercado. A companhia vendeu 1,2 mil veículos, com queda de 63,6%, e representou 6,3% do total vendido no Brasil no período.
MENORES VOLUMES
A Iveco, sexta colocada no ranking de vendas, também entregou participação. A companhia perdeu 1 p.p. e ficou com fatia de 6% do mercado. A marca vendeu nacionalmente 1,1 mil caminhões, número 45,6% abaixo do anotado um ano atrás. A empresa vem acumulando perdas no Brasil e já tinha encerrado 2014 com presença menor nas vendas locais. Para reverter esta situação a companhia anunciou recentemente investimento de R$ 650 milhões (leia aqui). O aporte será feito até 2016, com foco no aumento da nacionalização dos produtos, em pesquisa e desenvolvimento e na melhoria dos processos industriais da fábrica de Sete Lagoas (MG).
O sétimo lugar do ranking foi ocupado pela Hyundai Caoa no primeiro trimestre de 2015. Com 640 unidades de seus modelos médios. Com market share de 3,1%, a companhia ficou à frente da DAF, que começou a operar no fim de 2013 em fábrica nacional instalada em Ponta Grossa (PR). A fabricante de caminhões pesados vendeu apenas 83 unidades no Brasil até março.
A brasileira Agrale teve 76 unidades entregues no mercado brasileiro, número 24% inferior ao do começo de 2014. Na 10ª posição do ranking nacional está a Sinotruk, com 37 caminhões entregues este ano, seguida da International (31 unidades) e da Foton (16 veículos).
