
Até o fim de janeiro as concessionárias receberão também o Ecosport 2.0 4WD, equipado com a mesma tração integral permanente elaborada pela Ford e utilizada no Ford Escape. O câmbio é manual de seis marchas. O modelo com tração nas quatro rodas é vendido na versão Freestyle, com preço sugerido de R$ 66.090, que passa a R$ 69.790, novamente pela opção por couro, airbags laterais e de cortina.
Segundo o gerente de engenharia Fábio Okano, os novos carros chegam no tempo imaginado pela Ford: “O planejamento de desenvolvimento começou pelas versões mais simples. O 4×2 automático e o 4×4 surgem de acordo com o fluxo programado”, diz Okano.
A Ford não descarta o lançamento futuro de um Ecosport 4WD automático, mas o gerente de engenharia admite: “Não houve uma solicitação de marketing nesse sentido.” A fabricante não estabelece um mix de vendas exato para o novo carro. Sabe-se apenas que 30% da versão antiga utilizava câmbio automático e 5% ou menos dos carros recebiam tração integral. Tanto o Powershift como o 4WD têm motor Duratec 2.0 de 16 válvulas, que produz até 146 cv quando abastecido com etanol.

Câmbio de dupla embreagem tem seis marchas e acionamento automático ou manual; botão 4WD na versão 4×4 transfere mais torque às rodas traseiras em situações fora de estrada difíceis.
Segundo fontes ligadas à montadora, neste mês começa a produção do Ecosport na Índia. Em janeiro ocorre o lançamento do carro no mercado chinês.
DAS NOVIDADES, O AUTOMÁTICO AGRADA MAIS
Automotive Business avaliou o Ecosport 2.0 Powershift por cerca de 60 quilômetros. O carro tem respostas rápidas em aceleração e retomadas de velocidade. O uso é agradável tanto no modo automático como nas mudanças sequenciais, pelo botão na alavanca. As passagens de marcha não resultam em trancos. Fazem alguma falta as aletas para troca de marcha atrás do volante, mas o botão na alavanca do câmbio é boa alternativa. Segundo a Ford, o carro faz 6,7 km/l na cidade e 8 km/l na estrada quando abastecido com etanol.
Nossa reportagem também testou em percurso fora de estrada o Ecosport 4WD. Nas trilhas, ficou a sensação de falta de força. Com apenas três adultos a bordo, foi difícil sair em primeira marcha numa pequena subida. Por duas vezes e com motoristas diferentes, foi preciso voltar uma parte do percurso em ré, elevar as rotações do motor e queimar embreagem para vencer a rampa. Encurtar primeira e segunda marchas melhoraria o desempenho na terra. De acordo com números da montadora, o Ecosport 4WD faz 6,2 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada se abastecido com álcool.
Em uso geral, o novo modelo é bem superior em dirigibilidade e conforto quando comparado ao modelo antigo. O banco traseiro agora é reclinável. O porta-malas passou de 296 para 362 litros, mas continua acanhado. Com o banco traseiro rebatido, o espaço aumentou pouco, de 712 litros na primeira geração para 725 litros na atual.