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Ford em alto astral, impulsionada pelo Sigma

Foi um ano muito positivo para a Ford, com ganhos em todas as frentes. Houve avanços na participação de mercado, renovação da linha de produtos e a subsidiária brasileira deu um passo importante para consolidar a presença no mapa global das operações da companhia garantindo R$ 4 bilhões em novos investimentos na região. A avaliação é de Marcos de Oliveira, presidente para a América do Sul.
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18 dez 2009

2 minutos de leitura

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Em reunião com jornalistas na quinta-feira, 17, à noite, na Casa Fasano, em São Paulo, ele prometeu grandes surpresas para 2010. Provavelmente o executivo estava pensando nos anúncios que fará nos próximos meses, como o lançamento do novo Fiesta brasileiro, inspirada no modelo que já debutou com sucesso em diversos mercados e chegará também aos Estados Unidos.

A quinta-feira foi um dia de trouxe uma maratona para os profissionais da Ford, que promoveu um test drive com o Focus argentino, agora equipado com o Sigma 1.6, motor desenvolvido com contribuição expressiva de engenheiros brasileiros. A fábrica do propulsor flex de alumínio, que absorveu recursos de R$ 600 milhões em Taubaté, SP, deve gerar bons dividendos para a marca em 2010.

A inauguração das linhas de montagem do Sigma aconteceu no mesmo dia, com a presença do governador José Serra, e abriu caminho para a unidade de Taubaté tornar-se um novo pólo brasileiro de exportação de motores. Para ganhar escala, a fábrica deverá estar pronta para abastecer as linhas de produção do novo Fiesta mexicano, que atenderá o mercado norte-americano.

Em tempos de escassez de pedidos internacionais, a possível venda em volumes expressivos dos motores para o Fiesta mexicano será um alento para a indústria local – e pode ser uma das surpresas prometidas por Oliveira.

O desenvolvimento do Sigma e de outros produtos recentes da Ford representa um marco para a engenharia da empresa no Brasil, acostumada no passado a receber pacotes prontos. Hoje a equipe tem assento nas rodadas de decisões sobre novos projetos e tecnologias, como já disse o diretor de engenharia Diógenes de Oliveira a Automotive Business.

Depois de uma carreira brilhante e rápida no exterior, Marcos de Oliveira comanda a nova aposta de crescimento da Ford na região – que já esteve ameaçada depois da desastrada união com a Volkswagen para constituição da Autolatina e agora surfa em alto astral. Com a rede de revendedores motivada e uma imagem renovada junto ao consumidor, resta apenas esperar pelo amadurecimento das promessas feitas por Marcos de Oliveira para a Ford progredir na participação de dois dígitos no ranking de vendas.