
A Ford já exporta veículos de carga para Argentina e Chile e esporadicamente para o Uruguai. No Brasil, Pimentel acredita em uma pequena retomada no segundo semestre, em regra melhor que o primeiro: “Temos percebido aumento em consultas e pedidos de financiamento”, disse ele durante o lançamento de quatro modelos da linha Cargo 2017 (leia aqui).
Ainda assim, o executivo não aposta em grandes volumes e estima que o ano fechará em cerca de 55 mil unidades. Segundo Pimentel, vem ocorrendo uma guerra de preços motivada por estoques elevados e “com algumas ofertas que assustam”. A inadimplência nos financiamentos também preocupa: teria subido dos usuais 2% para cerca de 5%. A situação é ainda mais séria nos balcões de peças: “Um de nossos distribuidores do Sul enfrentava todo mês cerca de R$ 100 mil em pagamentos atrasados de seus clientes. Agora esse valor subiu para R$ 400 mil”, afirma o diretor.
Nos últimos dois anos a rede encolheu 12,4% ao fechar 17 concessionárias. Tem agora 120: “A reestruturação manteve os 66 grupos de antes e as lojas fechadas são supridas por unidades móveis de assistência. Foi uma forma de reduzir custos”, diz Pimentel.