
São quatro os novos caminhões, um de 14, um de 15 e dois de 31 toneladas de Peso Bruto Total (PBT). “As mudanças decorrem de muita pesquisa. Percebemos que alguns consumidores queriam aumento de pelo menos uma tonelada de carga sem acréscimo de peso e custo. Aplicamos materiais novos tanto no C1419 como no C1519”, afirma o diretor de operações da Ford Caminhões, João Pimentel.
Com isso, o antigo C1319 virou C1419 e seu PBT passou de 13 para 14,5 toneladas. A capacidade máxima de tração subiu de 23 para 27 t. A Ford também adotou um novo eixo traseiro mais robusto, redimensionou os freios, adotou rodas de dez furos iguais às de outros modelos da linha e pneus sem câmara. O motor permanece o Cummins de 189 cv. O preço sugerido começa em R$ 165,9 mil.
O Cargo C1519 modelo 2017 também conservou o Cummins de 189 cv, mas teve o PBT aumentado de 14,4 para 15,4 t. A Ford fez modificações importantes nas suspensões dianteira e traseira do modelo alterando suportes, molas, barras estabilizadoras e amortecedores. Também adotou eixo traseiro mais resistente. Seu preço começa em R$ 171,9 mil. Tanto este como o C1419 utilizam agora chassis com longarinas mais resistentes. “Os intervalos de manutenção são iguais, mas os riscos que os caminhões correm são menores porque vão tolerar melhor o excesso de peso, que sabemos que ocorre com frequência”, afirma o gerente de marketing da Ford Caminhões, Flávio Costa.
As mudanças tornaram esses Cargo mais competitivos em PBT diante de concorrentes como VW Constellation e Mercedes Atego.
MODELOS DE USO SEVERO
Outro dos novos caminhões é o C3129, com PBT de 30,5 toneladas e indicado para trabalho pesado nos setores canavieiro, madeireiro e de mineração. Utiliza motor Cummins 6.7 de 290 cv, transmissão Eaton de dez marchas à frente, três à ré e eixo traseiro Meritor de dupla velocidade (4,89:1/5,38:1). Sua tabela é de R$ 253,9 mil.
Por fim, este C3129 também conta com uma versão Mixer, apta a receber misturador de concreto (betoneira). Tem escape vertical e tomada de força traseira. Os dois vêm para brigar sobretudo com modelos VW Constellation e Mercedes Axor. Segundo Pimentel, os modelos tiveram reajuste médio de 4,5%: “Está longe do que precisávamos, que seria no mínimo 10% por causa dos preços mais altos que tivemos de pagar aos fornecedores”, diz. A Ford não fez alterações de estilo nem de equipamentos internos. Leia também aqui reportagem sobre exportações futuras e mercado interno.
Assista abaixo ao vídeo dos C1419 e C1519: