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Ford faz parceria com Alcoa para uso de mais alumínio em veículos

A Ford firmou um acordo de parceria como a Alcoa para o desenvolvimento de novos componentes automotivos com alumínio, que já resulta na criação de uma série de peças mais resistentes, maleáveis, além de leves, a partir do uso da tecnologia Micromill, que produz liga de alumínio mais moldável. A montadora informa que os primeiros projetos serão aplicados em vários componentes da picape F-150 modelo 2016.
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Redação AB

22 set 2015

2 minutos de leitura

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“A redução de peso permite oferecer veículos mais eficientes para os clientes. Hoje, a proposta da F-150 é ser a picape capaz de carregar e rebocar mais carga, acelerar e parar mais rápido que o modelo anterior, além de ser mais econômica no consumo de combustível e a parceria com a Alcoa faz parte da nossa pesquisa contínua para a inovação nos nossos veículos”, diz Raj Nair, vice-presidente e diretor de desenvolvimento do produto global da Ford.

Segundo a Alcoa, a tecnologia Micromill é capaz de produzir uma liga de alumínio 40% mais moldável que o alumínio utilizado atualmente pela indústria automotiva. Seu sistema de fundição e laminação é mais rápido e produtivo ao combinar várias tecnologias: enquanto um laminador tradicional leva cerca de 20 dias para transformar o metal fundido em bobina, o novo processo faz isso em 20 minutos. A maleabilidade do alumínio Micromill facilita a moldagem de formas intrincadas, como painéis internos de portas e para-choques. A maior resistência do material também permite o uso de folhas mais finas, sem comprometer a durabilidade.

“Ele é altamente diferenciado, com resistência, peso, maleabilidade e combinações de qualidade de superfície antes impossíveis. Esse alumínio de alta tecnologia dá à Ford um material verdadeiramente de ponta que traz maior flexibilidade no design e melhor desempenho para os veículos, tornando os carros-conceito de amanhã uma realidade”, diz Klaus Kleinfeld, presidente da Alcoa.

A Ford pretende ampliar o uso do Micromill em vários componentes e plataformas de veículos. A expectativa é que a aplicação dessa liga nos carros da marca mais que duplique entre 2016 e 2017.

“O interior das portas é uma das partes mais difíceis na estampagem automotiva”, diz Peter Friedman, gerente global de pesquisa e engenharia avançada da Ford. “A capacidade de produzir essa peça com a nova tecnologia é uma prova real de como esse processo pode beneficiar a indústria automotiva e a Ford em particular, aumentando a nossa capacidade de avançar no design e na eficiência para os clientes.”