Depois da etapa de aceleração, a Ford selecionou as empresas que mais se destacaram para receber um aporte inicial, um capital semente de US$ 6,5 mil que não garante à montadora participação na startup. “É uma doação”, esclarece Paula. Foram escolhidas três empresas:
– Garatéa
A empresa nasceu para evitar que pessoas tenham a saúde prejudicada por causa da demora do atendimento do Samu. A ideia é capacitar cidadãos comuns em primeiros socorros para que eles auxiliem até a chegada da ajuda profissional em áreas mais afastadas ou de difícil acesso.
– OnBoardMobility
A startup foi criada para melhorar a experiência das pessoas com o transporte público, torna-la mais fluida. A primeira solução é oferta de um chatbot no messenger do Facebook (um robô de atendimento) para que o cliente faça a recarga ou peça um Bilhete Único. O próximo passo da empresa será integrar o cartão de transporte da capital paulista com outros bilhetes municipais.
– Ubra
Diante da ausência de aplicativos de transporte na periferia (Uber e 99, por exemplo, não atendem uma série de regiões), nasceu a Ubra, empresa voltada ao transporte individual nas áreas mais afastadas de São Paulo. A empresa trabalha atualmente com 60 carros na Brasilândia, mas conta com 400 motoristas na lista de espera.
MOBILIDADE NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO
O Ford Fund Lab une o braço social da companhia à estratégia de conduzir os negócios para o setor da mobilidade, transição em curso há algum tempo na montadora. Este é o sexto ano consecutivo em que a empresa participa da Campus Party. Ali a intenção é estar próxima do universo do empreendedorismo e acelerar a inovação. Além do Fund Lab, a empresa conduz outras iniciativas em parceria com startups, como desafios de programação.
Encerrado o primeiro ciclo do projeto, a companhia ainda não tem data para começar uma nova etapa de aceleração. “Precisamos dar tempo para que o mercado amadureça, para que surjam novas iniciativas ligadas à mobilidade”, conta Roberta Madke, gerente de responsabilidade social da companhia. Segundo ela, o próximo passo do programa é o lançamento da Tese de Impacto, entre março e abril, um levantamento sobre os desafios de mobilidade que as populações de baixa renda enfrentam no Brasil.
O objetivo é entender os gargalos, cruzando informações sociais e oportunidades de negócio. A Ford espera que o documento fomente o surgimento de novas empresas ligadas à mobilidade, de olho nas oportunidades apresentadas ali. Assim a empresa pode fazer uma nova rodada de aceleração no futuro com resultados mais relevantes.
