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Ford interrompe importação da Transit

A Ford confirmou que interromperá a importação da Transit. Desde 2008 a linha de vans era produzida na Turquia e vendida no Brasil, entre outros mercados. Ainda há estoque do modelo na rede de concessionárias da marca, que deve acabar nos próximos meses.
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Giovanna Riato

01 ago 2014

2 minutos de leitura

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O projeto da Ford era lançar no Brasil ainda este ano a nova geração do veículo, que já é vendida em outros países. Guy Rodriguez, diretor de operações da Ford Caminhões, explica que a empresa decidiu adiar o projeto por causa das condições desfavoráveis do mercado. “Não vamos importar outro lote deste modelo e ainda não temos previsão de quando a nova geração chega ao Brasil”, admite.

Além do momento difícil para o mercado brasileiro, a alta do dólar é o fator que inviabilizou a continuidade das vendas da Transit no Brasil. O volume de vendas do modelo chegou perto de mil unidades em 2013, mas o câmbio desfavorável e os custos de importação pressionavam o preço da linha para cima.

Rodriguez acredita que interrupção das vendas não afetará a imagem do produto no mercado. Ele cita o exemplo da Série F, que parou de ser produzida em 2011 e volta este mês às concessionárias, segundo a Ford, atendendo pedidos de uma série de clientes. “O que importa é a qualidade. Isso deixa boa impressão no consumidor.”


MERCADO

Rodriguez reconhece que o volume de vendas de caminhões será inferior ao registrado em 2013. Depois do fraco primeiro semestre, que teve queda de 12,7%, para 64,6 mil unidades, o executivo aponta que seria preciso acelerar o ritmo em 30% na segunda metade do ano para chegar aos números de 2013. “O segundo semestre vai ser melhor porque tradicionalmente é mais aquecido e porque no começo do ano tivemos problemas para a liberação do Finame. Ainda assim 2014 vai fechar com queda”, analisa.

A estimativa é que as vendas de caminhões fiquem próximas de 140 mil unidades. “Temos de lembrar que este é um número bom. Em 2007 o mercado brasileiro era de cerca de 70 mil veículos. Qual indústria duplicou o seu volume de vendas no País neste período?”, enfatiza Rodriguez. Para ele, depois do pico de 2011, quando os negócios se aqueceram com a perspectiva de mudança na legislação de emissões para Euro 5, o mercado brasileiro se estabilizou em torno de 150 mil caminhões por ano.