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Ford lança Fusion híbrido a R$ 133,9 mil

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Redação AB

25 out 2010

4 minutos de leitura

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Marcelo de Paula e Paulo Ricardo Braga

O Fusion híbrido começará a ser vendido nos próximos dias e custará R$ 133.900. Essa foi uma das novidades reveladas pelo presidente da Ford, Marcos de Oliveira, na abertura das entrevistas coletivas com jornalistas no Salão do Automóvel nesta segunda-feira, 25. A apresentação começou pontualmente, às 8h30.

Rogélio Golfarb, diretor de comunicação e relações corporativas, completou a informação sobre o híbrido: ele pesa pouco mais que um similar a combustão, acelera como um V6 e faz 17,4 km/l em média. O veículo, híbrido full Split, possui um motor de combustão interna do ciclo Atkinson e dois motores elétricos.

Oliveira destacou a renovação da linha de veículos oferecida na região e anunciou que haverá novas plataformas globais – como a do novo EcoSport que será produzido em Camaçari, na Bahia. “Estamos acelerando a atualização dos produtos”, enfatizou.

Atrás do executivo quatro colunas exibiam as palavras que expressam os novos pilares da marca Ford: criatividade, qualidade, sustentabilidade e segurança. “São atributos globais, que correspondem também aos desejos do consumidor brasileiro” – afirmou, explicando que a corporação pretende ver vista de forma única em todo o planeta.

Junto às colunas estavam em destaque o Focus, o New Fiesta, o Fusion híbrido, e o Edge, lançado simultaneamente no Brasil e Estados Unidos. Aqui, ele custará R$ 122 mil, um preço imbatível na categoria, segundo o fabricante.

O presidente da Ford lembrou que a empresa investe R$ 4,5 bilhões até 2015, dos quais R$ 600 milhões foram destinados à planta de Taubaté para a produção do motor Sigma, exportado à América do Norte para equipar o New Fiesta. “Trata-se da maior aplicação da Ford no País em noventa anos”, ressaltou.

No Ford Design Hall, nome dado à área de exposição no salão, a marca mostra também o Start, para demonstrar conceitos que estarão nos carros de linha no futuro. O veículo projetado para o tráfego em megacidades traz motor Ecoboost de um litro e três cilindros. Já o Shelby GT, de 547 cavalos, é uma versão especial do Mustang, a mais potente já produzida.

Oliveira disse que nos próximos dias divulgará os resultados operacionais da empresa no trimestre encerrado em setembro. Ele informa que as vendas totais no mercado interno este ano devem somar cerca de 3,4 milhões de unidades. “Nossas vendas cresceram este ano ao ritmo de 10,4%, acima dos 8,5% do mercado”, afirmou. A projeção para 2011 é de 3,6 milhões de veículos.

As exportações de 2010 estarão na faixa de 700 mil a 750 mil unidades, segundo Oliveira. Para ele, é indispensável ter um volume expressivo de vendas internacionais, para a indústria ganhar confiança sobre sua competitividade e também para dar segurança à cadeia de produção, aí incluídos os fornecedores de componentes.

Oliveira afirmou, ainda, que há pressões de custos ao longo da cadeia de suprimentos, parte delas oriunda de matérias-primas como o aço. “Ao mesmo tempo os preços dos carros no mercado estão subindo abaixo do INPC nos últimos três anos”, disse, esclarecendo que a única saída é ganhar eficiência. Quanto à chegada dos asiáticos, ele comentou apenas que a indústria será levada a ser mais competitiva.

Ele não quis comentar sobre a possibilidade de produção do New Fiesta no Brasil. No momento o veículo é importado do México, onde recebe motores Sigma de Taubaté.

O Salão do Automóvel abrirá as portas ao público nesta quarta-feira, 27.