
“Esses consumidores gostam da robustez e da imponência que as picapes trazem para eles. São desbravadores que gostam de estar em contato com a natureza e explorar novos lugares”, declarou Antonio Freitas, gerente de Marketing de Picapes da Ford.
Por R$ 288.990, a Ranger FX4 custa exatamente o mesmo que a versão XLT e só fica abaixo da Limited (R$ 313.590).
Bem equipada, a FX4 traz itens como 7 airbags, controles de estabilidade e de tração, ar-condicionado automático com duas zonas de regulagem de temperatura, sensor de chuva e o aplicativo Ford Pass, que permite acionar o ar-condicionado à distância ou programar o horário para dar a partida no motor do carro.
Picape feita para a terra

O nome FX4 é muito tradicional na história da Ford nos Estados Unidos e foi trazido para cá com a recém-lançada Maverick. Segundo a empresa, a sigla (que é uma junção de Ford com 4×4) identifica as configurações voltadas para a prática do fora-de-estrada.
No caso da Ranger, o modelo combina esportividade com estilo aventureiro. Os faróis com iluminação full LED têm máscara negra e a grade dianteira é exclusiva da FX4.
Nas laterais, os para-lamas trazem alargadores na cor preta, mesma tonalidade presente nas rodas de liga leve aro 18″. Destaque para o snorkel instalado no para-lama dianteiro, que foi homologado pela engenharia da Ford e auxilia a picape a superar trechos alagados de até 80 cm de profundidade.
O visual ainda inclui estribos laterais, santantonio e adesivos alusivos à versão FX4 nas laterais e na tampa da caçamba.

Por dentro, a picape tem alguns detalhes na cor preto brilhante. Os bancos dianteiros são revestidos de couro preto e ostentam o nome da versão nos encostos. Volante, coifa do câmbio e bancos recebem costuras aparentes na cor vermelha.
Nenhuma mudança foi realizada no motor 3.2 turbodiesel da família Duratorq. São 200 cv e torque máximo de 47,9 kgfm, disponíveis entre 1.750 rpm e 2.500 rpm. A transmissão é automática de seis marchas e a tração é 4×4 com reduzida.

Quem comprar a Ranger FX4 poderá escolher entre dois tipos de pneus. A picape sai de fábrica com os compostos Scorpion de uso misto, mas pode vir opcionalmente (por R$ 2 mil a mais) com os pneus Scorpion AT Plus, cujo uso é mais voltado para a terra. Neste caso, as rodas são de 17 polegadas.
Black e Storm abriram caminho para a novidade

A Ford sugeriu que a decisão de lançar a Ranger FX4 se deu em boa parte pelo sucesso das versões Black e Storm. Ambas foram feitas no Brasil para atender subsegmentos dentro da categoria de picapes médias. Segundo a fabricante, 1.286 unidades da Ranger Black foram vendidas em 2021, enquanto 2.002 unidades da Storm foram comercializadas no ano passado.
Antonio Freitas, gerente de marketing de picapes da Ford Brasil, afirmou que as versões mais caras da linha Ranger formam dois subgrupos. As versões Black, XLT e Limited atendem quem busca sofisticação, enquanto a Storm e a recém-lançada FX4 existem para satisfazer os aventureiros.
Freitas lembrou, ainda, que a gama conta com as versões XL (esta destinada para frotistas que utilizam a picape para o trabalho) e XLS. “Hoje a Ranger possui a linha mais diversificada da categoria, com duas opções de motorização e dois tipos de carroceria”, ressaltou.
De acordo com o executivo, o mix de clientes que adotam a Ranger como um veículo de uso pessoal subiu de 47% em 2019 para 60% no ano passado. É por isso que a Ford investiu pesado em versões que combinam a robustez de uma picape com um nível de conforto esperado em um sedã, por exemplo.
